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Jasão e os Argonautas
No reino da Beócia, o Rei Atamante, casado com Néfele, teve dois filhos: Frixo e Hele. Atamante se apaixona por outra mulher, Ino, e renega a rainha, provocando a desgraça da Beócia, fazendo sua terra
ficar infértil. Ino sugere a Atamante que sacrifique seus filhos a Zeus para
que a terra frutifique. Néfele, para salvar seus filhos, pede ajuda a Netuno (Poseidon)
que lhe entrega um carneiro voador com o pelo de ouro (velocino), fruto da união
de Netuno e Teófana. O carneiro, chamado Crisómalo, leva em fuga Frixo e Hele
para o reino da Cólquida, no fim do mundo, fugindo da Ira de Ino e Atamante.
Chegando à Cólquida, Frixo oferece o carneiro em sacrifício a Zeus e oferece
o velocino de ouro ao rei Eétes da Cólquida. Interessado em ter em seu poder o
velocino, que trazia fartura à terra, Eétes oferece sua filha em troca do
velocino. Desta união nasce Argos, filho de Frixo, que é morto para que o
velocino ficasse definitivamente na Cólquida. Argos é lançado ao mar para
morrer, mas é recolhido pelos deuses do Olimpo.
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Num outro reino, chamado de Iolco, Esão
acabara de assumir o trono e se casa com Polímede, tendo um filho chamado Jasão.
Pélias, meio irmão de Esão, usurpa o trono e mata Esão e Polímede, lançando
ao mar a criança herdeira do trono. Jasão, ainda bebê, é recolhido pelos
deuses e levado ao Olimpo, onde é educado pelo centauro Quíron junto a outros
heróis. Matando os reis de Iolco, Pélias provoca a ira dos deuses e a terra se
torna infértil. Aos 21 anos, Jasão é incumbido de recuperar seu trono em
Iolco. Indo ao reino da Cólquida, desafia seu tio, Rei Pélias, a entregar-lhe
o trono. Pélias concorda em entregar o trono em troca do velocino de ouro que
se encontrava no fim do mundo. Jasão aceita esta tarefa impossível e convoca
seu amigo Argos para construir uma nau e chama outros heróis para ajudá-lo
nesta busca. São convocados, dentre outros, Hércules, Aquiles, Castor e Pólux.
Em homenagem ao seu construtor, Jasão batiza a nau de ARGOS, e os tripulantes
de tornam os ARGONAUTAS, seguindo viagem protegidos pela deusa Hera e Atena.
Chegando a Cólquida, Jasão pede a Eétes que lhe entregue o velocino de
ouro. Eétes diz que o velocino de ouro se encontra no fundo de uma caverna,
protegido por dragões. Auxiliado por Medéia, filha traidora de Eétes e hábil
feiticeira, Jasão e os Argonautas roubam o velocino. Medéia, apaixonada por
Jasão o auxilia na fuga, levando seu irmão, o príncipe herdeiro do trono,
Absirto, como refém. Em fuga pelo mar, perseguidos pela esquadra de Eétes, Medéia,
para salvar os Argonautas e Jasão, esquarteja de irmão lançando seus pedaços,
ao mar. Enquanto Eétes recolhe os pedaços de seu filho, a nau Argos foge e não
é mais alcançada. Durante a longa viagem de volta, Jasão tem 2 filhos com Medéia.
Em Iolco, Pélias, mesmo com o velocino de ouro trazido por Jasão, se nega a
entregar o trono. Jasão desiste de ter o trono. Medéia trata então de matar Pélias,
fazendo ser entronado Jasão por direito. Jasão, já entronado, apaixona-se por
outra mulher e renega Medéia. Cheia de ódio, ela envenena a amante de Jasão e
trucida os filhos, fugindo para a Cólquida para enfrentar seu pai. Jasão é
deposto pelo povo, que vê em Jasão uma pessoa indigna de ocupar o trono. As
filhas de Pélias, orientadas por Medéia, ressuscitam seu pai que assume
definitivamente o trono de Iolco.
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