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NOTA DE SUICÍDIO - uma autobiografia
Gerald Thomas está extremamente nervoso com seu retorno a Nova York e a estréia de "Anchorpectoris". Ele está trabalhando como um louco em sua autobiografia NOTA DE SUICÍDIO, que estréia em Londres (onde ele viveu até o início de fevereiro de 2004), percorrendo de um lado para outro o mesmo cruzamento de pedestres em que Alan Schneider foi morto nos anos 80 por um ciclista. Beckett disse a Thomas que Godot era na verdade um corredor do Tour de France que certo dia não apareceu e seu nome era Godeaux. Assim, infelizmente, Godeaux apareceu, embora 50 anos depois, para Schneider, em Hampstead, e Thomas usa isso como uma maneira de pedir que seu próprio Godot apareça e o atropele. Esse livro é feito de anotações, como se fosse um diário, e simplesmente reproduz histórias incríveis de como foram os encontros com Samuel Beckett e Heiner Müller e como foi ser criado em culturas tão diferentes como os Estados Unidos, o Brasil, a Alemanha e o Reino Unido, colaborar com Philip Glass, Fernanda Montenegro, seus métodos de trabalho, o processo de direção de Thomas, ver Peter Brook dirigir "Sonho de uma Noite de Verão", dirigir e aprender com a generosidade e o gênio de Julian Beck. Gerald Thomas encenou cerca de 69 peças (teatro e ópera) em cerca de 12 países em todo o mundo. Existem quatro livros, documentários e milhares de reportagens sobre ele. Ele gritou, berrou, arranhou e jogou vinagre em feridas políticas através das milhares de colunas que escreveu em dez anos, para "O Globo", "Folha de S.Paulo" e outros jornais. Talvez esteja na hora de parar.

2006
Haverá quatro novas produções estreando em 23 de março em São Paulo e uma nova Ópera na Alemanha (o lugar e a data serão revelados no devido tempo). Essas quatro produções entrarão em repertório e poderão ser vistas todos os fins de semana a partir do final de março em São Paulo.
- "Brasas no Congelador" será a estréia no teatro do apresentador de programa de entrevistas Sérgio Groisman.
- "Um Bloco de Gelo em Chamas" foi escrita para o ator Luiz Damasceno e companhia.
- "Terra em Trânsito" - um solo para Fabiana Guigli (apresentando-se com um cisne) mostra uma diva presa num camarim enquanto enlouquece lentamente e não pára de alimentar o animal com a finalidade de fazer "foie gras".
- "Asfaltaram o Beijo" – Foi escrito por Gerald Thomas e é uma homenagem a Samuel Beckett, com quem Thomas trabalhou durante seus 6 ultimos anos de vida. Revelará Gerald Thomas, pela primeira vez, como ator pelos palcos do mundo.

2005
"Um Circo de Rins e Fígados" foi simplesmente um sucesso fenomenal e sem precedentes na carreira de Gerald, tanto de crítica como de público. Desde sua estréia, em 30 de abril, foi vista por mais de 80 mil pessoas em todo o Brasil e a Argentina. É uma comédia política com Marco Nanini no papel-título (foi escrita especialmente para esse ator magnífico) e continuará em turnê.

2004
"Anchorpectoris", com o subtítulo de "United States of the Mind", estréia no La MaMa em 6 de março, quase 20 anos após a estréia de "All Strange Away".

2003
Thomas encena "Tristão e Isolda" na Ópera do Rio de Janeiro (para a qual Richard Wagner escreveu a obra, encomendada pelo imperador Dom Pedro e paga por um rico industrial brasileiro que vivia em Dresden), mas o Theatro Municipal só ficou pronto em 1908. Por isso Wagner a estreou em Dresden e em Munique em meados do século 19.
Bem, quase todo mundo sabe o que aconteceu na montagem no Rio (para detalhes específicos, por favor remonte a 1996 e à produção de Weimar, ou simplesmente clique em Imprensa e leia a versão do "New York Times" sobre o evento).

2002
Gerald Thomas foi convidado por diversos lugares para dirigir filmes (incluindo os dinamarqueses) e pelo Centro de Artes Kampnagel como curador do Laokoon Festival (este caso está hoje num tribunal alemão).

2001
"Deus ex Machina" foi a versão brasileira de peça dinamarquesa que Thomas escreveu e dirigiu para a Dr. Dante Aveny Company, "Chief Butterknife", em 1996. Com sua companhia brasileira a peça assumiu um significado totalmente diferente, especialmente depois dos atentados ao World Trade Center (que Thomas viu de seu apartamento em Williamsburg e mais tarde participou do resgate no Ponto Zero durante 21 dias).

PS: É bastante estranho notar que na versão dinamarquesa original o Super-homem pode ser visto na última cena da peça, entrando em uma enorme rachadura, um grande buraco (um Buraco na Terra pode conter Toda a Terra). Quando surgiu a versão brasileira, era impossível não associar aquele buraco ao Ponto Zero.

2000
"Nietzsche Contra Wagner" foi encomendado pelo SESC-Ipiranga em São Paulo e apresentado lá durante um mês.

A partir daí, a Companhia Ópera Seca iniciou uma residência de um ano e meio no SESC-Copacabana no Rio. Gerald Thomas escreveria e dirigiria seis peças por ano e conduziria oficinas, palestras e assim por diante.

As peças incluíram "Esperando Beckett", com a entrevistadora de televisão Marília Gabi Gabriela estreando como atriz. Isso deu continuidade a uma tradição metalingüística na obra de Thomas de misturar ficção com realidade; por exemplo, mãe e filha na vida real (Fernanda Montenegro e Fernanda Torres) trabalhariam em sua versão fictícia no palco, ou Julian Beck -- que era doente terminal -- interpretava um personagem paralisado pelo medo da morte (ou já quase morto em "That Time" de Beckett) escutando suas próprias memórias, etc.

"O Príncipe de Copacabana", com o modelo transformado em rei das novelas de TV Reynaldo Gianechini. Obviamente, e desnecessário dizer, esta é baseada em Hamlet, um príncipe que não está preparado para a vida real no castelo de Elsinore ou em qualquer castelo e vive só de ficção. Gianechini também não estava preparado para seu reinado repentino, por isso a peça foi baseada em sua incapacidade de lidar com a vida e atuar e todas as exigências que lhe foram impostas subitamente.

Solos Secos: improvisações com os atores que se haviam inscrito anteriormente naquela semana.

1999
Ópera de Bonn - "RAW WAR" ("Guerra Crua", título de Gerald Thomas para uma ópera de um compositor brasileiro que vive em Colônia, Paulo Chagas). Esse fiasco foi chamado de "ópera techno", mas bem poderia ter sido chamada -- desde o início - de "ópera fiasco".

NOVO INÍCIO REFORMANDO A COMPANHIA ÓPERA SECA - NOVEMBRO DE 1999

"Ventriloquist" estréia no Festival do SESC-São Paulo "Reticências" (com curadoria de Ricardo Fernandes), e a nova companhia injeta sangue novo no trabalho. Fabiana Guglielmetti, Camila Morgado, Marcos Azevedo, Bruce Gomleswski, Ludmila Rosa, Muriel Matalon, Milena Milena, Cassio Santiago, Elisa Band e Domenic Barter formaram um elenco maravilhoso e a peça de maior sucesso da companhia foi lançada. Quando foi para o Rio -- no primeiro dia do Carnaval --, ninguém pensou que haveria uma única pessoa na platéia. Para surpresa de todos, a casa estava lotada. Seguindo o caminho de "Nowhere Man unplugged", o cenário consistia em quase nada, exceto cem garrafas de vinho vazias no palco, uma escada e duas velhas espreguiçadeiras.

"Ventriloquist" tornou-se um fenômeno de mídia: devido a sua posição de "cult" e ao público crescente, o mais importante jornal do Rio e a versão brasileira da revista "Time" deram reportagens de capa descrevendo o inédito: a maioria dos teatros do Rio estava com lotação de 50%, e "Ventriloquist" tinha filas na bilheteria desde o meio-dia. O espetáculo ficou no repertório por três anos.

1998
"Un Chien Andaluz" -- 100º aniversário de Lorca. Um caminhão foi montado e percorreu 32 cidades do Brasil. Gerald Thomas escreveu uma peça baseada em Lorca e o SESC-São Paulo a produziu e realizou a turnê. Luiz Damasceno fez o papel principal e Michelle DiBucci compôs a música.

"MOSES UND ARON", de Arnold Schoenberg, na Ópera de Graz. De longe o ponto alto da carreira de mais de 20 anos de Gerald Thomas. Com Arturo Tamayo na regência (um maravilhoso colaborador) e um coro extra da Letônia (totalizando 260 pessoas no palco), essa produção foi uma indignação. Custos? Pornográficos demais para se citar na recessão cultural de hoje. O cenário de Guenther Domenic foi um escândalo (especialmente na cena final, em que o monte Sinai se movia como uma aranha. No topo, o próprio Moisés, gaguejando, sem palavras, olhando para a decadência promovida por Aarão, seu irmão, abaixo).

Thomas ambientou a ópera em um estúdio de TV, como se fosse um programa de entrevistas barato como o de Jerry Springer, em que a platéia se manifesta o tempo todo, gritando, interferindo e assim por diante. Gerald Thomas fez um inventário do desconstrutivismo com essa ópera inacabada, colocando em cena todos os ícones da arte do século 20 (de Duchamp a Pollock, Koons, Warhol, Hélio Oiticica e Christo). A iconoclastia também foi a grande questão, simplesmente porque (por razões muito pessoais) Thomas acredita que o século 20 já analisou tudo o que tinha de analisar, destruiu tudo o que tinha de destruir e colocou sob uma lente de microscópio muito precisa todos os cacos do mosaico que possivelmente existiam. Os semiologistas franceses fizeram sua parte. Agora, como disse Karl Loebl brilhantemente em sua revista ao vivo no canal ORF, "Gerald Thomas muito inteligentemente encenou as conseqüências do conflito entre os dois irmãos e tudo o que pode ser lido no meio". A produção foi elogiada como uma das melhores de todos os tempos e Nuria Nono Schönberg em pessoa estava lá e pareceu muito comovida com o que viu.

1997
Viu o pior de Gerald Thomas. Uma terrível parceria com Ismael Ivo também em Weimar foi tentada (mas não completada: Thomas foi obrigado a atirar a toalha pelo diretor artístico Guenther Beelitz por causa da rivalidade artística entre o coreógrafo e Thomas). Essa peça, escrita e criada por Thomas, chamava-se "Uma Breve Interrupção do Inferno". E assim foi.

Mas o Festival de Curitiba produziu uma reunião da Companhia Ópera Seca que Thomas batizou de "Os Reis do Iê Iê Iê", baseada numa tradução do filme dos Beatles "A Hard Day's Night". O próprio Thomas fez o papel de John Lennon.

No mesmo ano houve mais uma tentativa de coreografia, dessa vez com uma companhia de Belo Horizonte (não, não o Grupo Corpo), o Grupo Primeiro Ato. Novamente, algo não funcionou. Escrita e criada por Thomas, a peça chamava-se "Uma Breve Interrupção do Fim". A coreógrafa Sueli Machado e Thomas se entenderam bem, mas de certo modo a peça precisava ser mais trabalhada.

O Schwetzingen Festpiele, com curadoria de Klaus Peter Kehr, juntamente com o Deutsches National Theater de Mannheim, convidaram Thomas para dirigir a estréia mundial de "Babylon", de Detlef Heusinger (um tédio!!!!). Embora o elenco fosse divertido de se trabalhar, esse compositor incrivelmente pretensioso era uma criança mimada! A produção, bem... Havia Andy Warhol no palco, assim como Basquiat e outros pintores... Ah, sim, Thomas reviveu a versão de Marilyn Monroe de Warhol (em todas as suas cores), mas ainda assim a produção foi insossa como o FDR Drive.

"Graal, o Retrato de Fausto quando Jovem", escrita em 1952 pelo criador da poesia concreta no Brasil, HAROLDO DE CAMPOS (muitas vezes colaborador de Thomas e curador dos dois livros sobre a obra de Gerald, publicados pela Editora Perspectiva e Jacó Ginsburg), essa peça tinha música original composta por Michelle DiBucci -- uma excelente compositora de Nova York e constante colaboradora no trabalho de Thomas. A peça foi encenada com Bete Coelho no papel de Fausto e 32 alunos de graduação da CAL (Casa de Arte das Laranjeiras), uma das melhores escolas de teatro do Rio. Entre os estudantes que se formavam na época, estão conhecidos atores e diretores que foram diretamente integrados à Companhia Ópera Seca, como Camila Morgado, Bruce Gomlewski e Ivan Sugahara. Ela foi encenada no Theatro Carlos Gomes no final de 1997.

1996
Thomas escreveu e dirigiu (em co-produção com os festivais de Curitiba e Copenhague 96) sua peça mais autobiográfica, NOWHERE MAN. Essa peça foi concebida especialmente para o ator Luiz Damasceno e viajou por vários países, terminando na Eurokaz em Zagreb. Sua versão "unplugged" abriu novos caminhos para o diretor, e toda a parafernália de palco (quantidade enorme de luzes, grandes cenários, etc.) foi reduzida apenas a figurinos de ensaio e uma quantidade mínima de acessórios domésticos.

No mesmo ano, Gerald Thomas dirigiu seu primeiro TRISTAN UND ISOLDE no Deutsches National Theater em Weimar, com sucesso sem precedentes (a versão 2004 -- no Rio -- foi exatamente o contrário: o levou ao tribunal criminal porque o diretor exibiu as nádegas para a platéia (ver reportagem do "New York Times" de 11 de novembro de 2003 em "Imprensa") e teve o extraordinário tenor Hans Aschenbach no papel de Tristão. As duas versões de "Tristão e Isolda" (Weimar e Rio de Janeiro) eram totalmente diferentes: embora ambas se passassem em um teatro abandonado que estava sendo reformado para ser um prédio permanente de moda, a versão do Rio introduziu um personagem central ou "principal", em torno do qual giravam todos os cantores: Sigmund Freud.

Era no escritório ou gabinete de Freud que ocorriam os três atos, e -- portanto -- a poção do amor tornava-se uma afirmação do delírio contra a neurose e, pouco a pouco, Freud perderia seu emprego. No último ato, o Dr. Freud é visto como um maquiador na indústria da moda atual. "A moda mata a paixão." As vaias foram tão fortes e os gritos nazistas da platéia tão indignados que Thomas não pôde deixar de retaliar: tirou as calças.

1995
Thomas dirige o "Dr. Faust" de Busoni na Ópera de Graz (Áustria) com Arturo Tamayo na regência, com enorme sucesso. Foi a segunda apresentação de Thomas em Graz. Ele estivera lá no ano anterior, dirigindo a estréia mundial de "Narcissus" de Beat Furrer, também na Ópera (com sucesso moderado e extremamente entediante).

A Biografia Oficial de Gerald Thomas
Nascido em 1954, Gerald Thomas passou a vida entre a Inglaterra, o Brasil, a Alemanha e os Estados Unidos, formando-se como professor de filosofia e começando a vida teatral no La MaMa Experimental Theater. Lá, Thomas adaptou e dirigiu 19 estréias mundiais de peças dramáticas e em prosa de Samuel Beckett. No início dos anos 80, Thomas começou a trabalhar com Beckett em Paris, adaptando novas ficções do autor. Destas, as mais notórias foram "All Strange Away" e "That Time", estreladas pelo legendário fundador do Living Theater, Julian Beck, em seu único trabalho como ator teatral fora de sua companhia.

Em meados dos anos 80, Thomas envolveu-se com o autor alemão Heiner Müller, dirigindo suas obras nos Estados Unidos e no Brasil, e começou uma duradoura parceria com o compositor americano Philip Glass.

Em 1985 Thomas formou e fundou sua Companhia Ópera Seca em São Paulo, Brasil. Desde então apresentou-se em 15 países, com retornos anuais. Com a Companhia Ópera Seca, Thomas escreveu e dirigiu "Eletra Com Creta", "A Trilogia Kafka", "Carmem Com Filtro", "Mattogrosso", "The Flash and Crash Days", "A Trilogia da B.E.S.T.A." e "M.O.R.T.E", apresentadas em todo o mundo em diversos locais de prestígio, como o Lincoln Center em Nova York, o Teatro Estatal de Munique, o Wiener Festwochen em Viena, o Festival de Taormina e outros. A maioria das produções foi televisada pelas redes nacionais dos respectivos países.

Em 1987, Thomas dirigiu sua primeira ópera, "O Holandês Voador", na Ópera do Rio de Janeiro. O Brasil nunca havia visto uma polêmica tão efervescente. O público e a crítica se dividiram em profundo amor ou ódio sobre a encenação inconvencional de Thomas. Discussões sobre a localização da história no Muro de Berlim ocuparam páginas inteiras de jornais e horas de debate na televisão, durante meses. A última apresentação foi transmitida ao vivo pela televisão para a Alemanha e mais tarde exibida em cinco países.

O que se seguiu foi uma completa virada dos acontecimentos na vida de Thomas. Em pouco tempo ele terminou um novo trabalho com Philip Glass, "Mattogrosso", e aceitou convites para trabalhar com companhias internacionais em diversas óperas e teatros europeus. Thomas e Glass trabalharam juntos em oito peças diferentes. Em 1990, Thomas escreveu e dirigiu "Sturmspiel" para o Teatro Cuvilliés, com a Companhia Estatal de Munique, e estreou "Perseu e Andrômeda", de Salvatore Sciarrino, na Ópera Estatal de Stuttgart. Também em 1991, Thomas escreveu e dirigiu "Os Tristes Olhos de Karlheinz Öhl" para a companhia de teatro Pontedera, a casa de Jerzy Grotowski na Itália, e reencenou "Esperando Godot" de Beckett no Teatro Estatal de Munique.

Em 1993, Thomas percorreu o mundo com "The Flash and Crash Days", "O Império das Meias Verdades" e "Unglauber". Em 1994, dirigiu a estréia mundial da ópera "Narcissus", de Beat Furrer, na Ópera de Graz, na Áustria. Em 94, Thomas dirigiu uma nova versão de "Don Juan", do autor brasileiro Otávio Frias Filho. Em outubro de 95 estreou o "Doktor Faustus" de Busoni na Ópera de Graz e em agosto de 1996 seria novamente a vez de Richard Wagner, com "Tristão e Isolda", para o Deutsches Theater em Weimar.

Em janeiro de 1996, Thomas estreou uma nova obra em Copenhague, "Chief Butterknife, and the hauting spirit of his archenemy, Kryptodick", com a companhia dinamarquesa Dr. Dante's Aveny. Sua Companhia Ópera Seca voltou a Copenhague em setembro de 1996 para estrear uma nova obra, "Battleship Faust". Futuros projetos incluíam a ópera de Schönberg "Moses und Aron", em Graz; "Carmen" de Bizet e "Don Giovani" de Mozart na Opéra Comique em Paris; duas novas óperas com Philip Glass, baseadas nos "Canterbury Tales" de Chaucer e "Western Union", sobre caubóis e índios. Em dezembro de 96, Thomas coreografaria uma peça para Ismael Ivo, estreando em Weimar para o Teatro Nacional, e em 1997, Thomas coreografaria "Janacek's Mass".

Gerald Thomas recebeu três Prêmios Molière e outros 18 prêmios e foi tema de documentários de televisão para a rede alemã NDR 3, a rede brasileira TV Cultura, a rede pública PBS dos EUA e a TV austríaca ORF. Dois livros sobre o trabalho de Thomas foram lançados pela Editora Perspectiva, o "Encenador de si Mesmo: Gerald Thomas" (1996), organizado pelo Haroldo de Campos e Jacó Guinsburg, e "Memória e Invenção: Gerald Thomas em Cena" (1996), de Silvia Fernandes. Em 2000, foi lançado o livro "Flash and Crash Days", de David George, pela editora Taylor & Francis. Gerald Thomas trabalhou com o diretor polonês Tadeusz Kantor e a sua companhia Cricot 2 Company em 1988 e escreve irregularmente para o jornal "Folha de S.Paulo".