LETRA - A

• Abiaí, Barão Do (r) Centro. Silvino Elpídio Carneiro da Cunha, depois Barão do Abiahy, nasceu na Freguesia de Alhandra (PB) a 31/08/1831, filho do comendador
Manoel Florentino Carneiro da Cunha e de Rita Maria da Mota faleceu em 1892. Casou-se com Adelina Augusto Bezerra Cavalcante. Aos 17 anos ingressou na Academia de Olinda.    Formou-se em Direito em 1853.; Deputado Provincial em 1855, Presidente da Paraíba por 4 vezes e do Rio Grande do Norte, Piauí e Maranhão.
   Integrou a bancada do Partido Conservador. Advogado da Estrada de Ferro Conde D'Eu. O barão de Abiaí iniciou a construção de nossa primeira linha de telégrafos entre a Paraíba e Recife (1875). Recebeu o título de Barão, dado pela Princesa Isabel em 1887 

• Açude de Bodocongó O Açude de Bodocongó nasceu da escassez de água, já que os açudes Novo e Velho não mais bastavam para suprir a falta d'água. A Prefeitura, com o Governo Federal através do Prefeito Cristiano Lauritzen, trouxe um engenheiro do IFOCS que escolhe um sítio 6Km abaixo do atual, mas que se revela inaproveitável, trocando pelo leito do atual, no sítio Ramada. Mesmo assim, construído e inaugurado, entre 1915 e 1916, perenizado como o riacho Bodocongó sendo um afluente do Paraíba. 
   Viu-se que a água tinha um alto grau de salinidade. No entando em torno do açude, surgiram, na década de 1930, o Curtume Vilarim, a fábrica têxtil de bodocongó, o Matadouro e todo o bairro. às suas margens: Na década de 50, havia até mesmo um clube aquático que foi extinto na década de 60. 

• Açude Novo - Centro. Contruído por volta de 1830 com o objetivo de garantir o abastecimento d'água da vila e diminuir os efeitos devastadores das secas, o Açude Novo foi por cerca de um século, junto com o Açude Velho, fonte de abastecimento segura da população da vila/cidade, tendo por várias vezes secado em períodos cruciais da vida de seus habitantes. Com o novo sistema de abastecimento d'água da cidade, em 1939 perdeu o Açude Novo sua finalidade. Hoje, transformado em Parque pelo Prefeito Evaldo Cruz, é um dos cartões postais da cidade e espaço de lazer, diversão e cultura para seus habitantes. 

• Açude Velho - Centro. O Açude Velho, construído em 1828, foi, por quase um século o maior açude de Campina Grande; juntamente com o Açude Novo e de Bodocongó (1915). Tornaram-se os maiores reservatórios da Serra da Borborema. Destaca-se o Açude Velho como uma das belezas paisagísticas da cidade e representa um patrimônio público, oferecendo boas-vindas aos visitantes que chegam a cidade. 
   Em épocas passadas, o Açude Velho foi o maior reservatório da Serra da Borborema, responsável pela manutenção da Vila, e depois cidade. Sua construção foi conseqüência da seca de 1824/28 que assolou o nordeste; sua conclusão deu-se em 1830. O açude Velho foi o suporte por excelência das histórias das secas sofridas entre 1845 e 1877. 

• Afonso Campos (r/pça) Centro.  A Rua Afonso Campos, antiga rua do Meio, velha rua de casas de beira e bica, que foi urbanizada , em 1935. Afonso Rodrigues de Souza Campos nasceu na Fazenda Muribeca em Campina Grande a 12/12/1881, filho de Silvino Rodrigues de Souza Campos e Rosalina Agra de Souza Campos e faleceu a 05/04/1916. Casado com Porfíria Montenegro de Souza . Foi Presidente da comissão de moradores que consolidou a ocupação do atual Conjunto Residencial Ramadinha I. Prop. Mário de Souza Araújo 

• Afonso Pena (r) Centro. Antiga Bezouro. Afonso Augusto Moreira Pena nasceu em Santa Bárbara (MG) a 30/11/1847 e faleceu no Rio de Janeiro a 14/06/1909.
   Bacharel em direito, iniciou sua carreira política em 1874 como Deputado Provincial e ocupou durante o Império os Ministérios da Guerra (1882) da Agricultura (1883).
Elegeu-se Deputado Constituinte em 1890 e Presidente de Minas Gerais, em 1892. No final do Governo, ocupava a Presidência do Banco da República, elegendo-se por
seu Estado em 1899, Senador, e em 1903 Vice-Presidente. 
   Ocupou a Presidência da República entre 15/11/1906 e 14/06/1909, quando faleceu sem terminar o mandato. 

• Alcides Carneiro, Ministro (av) Bodocongó.  Alcides Cieira Carneiro nasceu em Princesa Isabel (PB) em 1906 e faleceu em Brasília em 1976. Foi Constituinte em 1946, e Deputado Federal. Candidato derrotado a governador pelo PSD em 1947, era genro de José Américo de Almeida, casado com Selda de almeida Carneiro.
   Esteve na Presidência da República inteiramente, quando brindou Campina Grande com a construção do Hospital do IPASE. Foi Ministro do Supremo Tribulnal Militar em 1966. (Prop. Maria Lopes Barbosa)

• Alfredo Dantas, Tenente (pça/r) Centro.  Praça situada na confluência das ruas Epitácio Pessoa e 7 de Setembro. Alfredo Dantas Correia de Goes nasceu em Texeira (PB) a 17/11/1870, filho do Dr. Manoel Dantas Correia de Goes, presidente interino da Paraíba em 1889, e faleceu a 19/02/1944. Casou-se com Ana (Yayá) de Azevedo Dantas (verbete). Tenente do Exército, reformado, fundou o Instituto Pedagógico em 1919, que se destinava ao ensino dos cursos primário e secundário para ambos os sexos e, em 1936, criou o "Ginásio Alfredo Dantas". Diretor, junto com Manoel de Almeida Barreto, do jornal Comércio de Campina em 1932. 

• Almeida Barreto (r/tv) São José Manoel de Almeida Barreto nasceu em Canguaretama (RN) a 10/01/1886 e faleceu a 16/02/1961. Veio para Campina Grande em 1927, dedicando-se ao magistério em diferentes educandários da cidade. Aposentou-se em 1948, depois de 42 anos contínuos de dedicação ao ensio. Como Secretário da Prefeitura assumiu interinamente o cargo de Prefeito. (Prop. Mario Araújo) 

• Álvaro Gaudêncio, Deputado (r) Centro. Ex-rua João Alves de Oliveira, mudança que gerou uma histórica polêmica familiar. Álvaro Gaudêncio Correia de Queiroz nasceu em São João do Cariri (PB) a 02/11/1899 e faleceu a 03/02/1967. Estudou com o Professor Clementino Procópio no Colégio Pio X e no Liceu
Paraibano. Formou-se em Direito pela Faculdade do Recife (PE). Seu primeiro emprego foi como reporter político no jornal "A União". Foi Prefeito de São João do Cariri em 1924, posteriormente em 1940. Foi Inspetor Federal do Ensino em Campina Grande e Deputado Estadual por seis mandatos de 1947 a 1966, pela UDN e pela ARENA, faleceu no exercício do mandato. (Prop. Argemiro de Figueiredo Filho e João Nogueira de Arruda) 

• Amaro Coutinho (r) José Pinheiro. (Dados Pessoais não disponíveis). Revolucionário e mártir de 1817, ao lado de Estevão Carneiro da Cunha, proclamou a República na Paraíba. Era Comandante da milícia de brancos, ex-provedor da Santa Casa de Misericórdia e senhor do engenho do Meio e Inhobim, ambbos em Santa Rita (PB). Foi condenado à morte e, executado em Recife, tendo a cabeça, as mãos e os pés expostos na Cidade da Paraíba (hoje João Pessoa) no Bairro do Varadouro. (Prop. Everaldo da Costa Agra) 

• Antenor Navarro (r) - Prata Bela Vista. Antenor da França Navarro nasceu na Cidade da Paraíba (hoje, João Pessoa) em 1898 e morreu em acidente aéreo na Bahia a 26/04/1932. Engeneiro, revolucionário de 1930, participou do assalto ao 22º BC. Nomeado Interventor pela Revolução de 30, exerceu o cargo até à morte. Deu ênfase às obras do porto de Cabedelo 

• Antônio Francisco do Bú (r) Nasceu a 12/05/1930, no sítio Samambáia, Campina Grande (PB) filho de José Francisco do Bú e Luzia Maria da conceição. Pequeno agricultor, casou-se com Inácia Rocha do Bú, com quem teve 9 filhos. Viveu da agricultura , fazendo farinha e desfibrando agave, tendo se filiado ao Sindicato dos Trabalhadores Rurais, comerciava com farinha e cereais. Comprou uma pequena propriedade e passou a criar gado, comercializando carne verde no mercado da cidade. Em 1970 mudou-se para Campina Grande, para educar seus filhos, tornando-se sócio fundador da SAB da Palmeira. Possuia também um táxi, que dirigia em fins de semana, quando foi vítima de acidente fatal na estrada para Lagoa Seca, falecendo a 12/10/1977. Seu sonho de construtor foi realizado pela família ao fundar a Construtora do Bú Ltda. 

• Antônio Pessoa (pça) Centro. Praça Construída na  administração de Vergniaud Wanderley, o segundo logradouro público da cidade. Antônio da Silva Pessoa nasceu em Umbuzeiro (PB) e faleceu em 1916. Coronel e irmão de Epitácio Pessoa, era 1º Vice-Presidente, quando, com a renúncia do governo do Estado em 24/07/1915 e ficando no cargo até 24/07/1916. Sua gestão é totalmente marcada pelo domínio da figura de Epitácio Pessoa. Renunciou ao cargo por causa de grave enfermidade, passando o cargo a Solon de Lucena 

• Aprígio Velloso (r/tv) Bodocongó. Aprígio Velloso da Silveira nasceu em Mamamguape no dia 04/02/1875, filho de José Veloso da Silveira, falecendo a 18/12/1944. Casado com Maria do Carmo Abreu Drumont da Silveira com quem teve 8 filhos. Indo morar em Recife (PE). Foi empresário, sócio e diretor da Companhia Têxtil de Aninhagem; também Diretor do Banco Auxiliar do Povo de Pernambuco. Em 1936 desligou-se dos negócios de Pernambuco, vindo morar em Campina
Grande, sendo fundador da Indústria Têxtil de Bodocongó, chefe do clã dos Veloso. Prop. Antônio Cabral 

• Argemiro Figueiredo (av) Catolé. Nasceu a 09/03/1901 em Campina Grande, filho do Coronel Salvino Gonηalves Figueiredo e Luíza Viana, falecendo a 14/12/82 em Campina Grande. Bacharel pela faculdade de Direito do Recife. Apoiou o movimento de 1930. Deputado Estadual pela Aliança Liberal, foi indicado por João Pessoa para ser Secretário do Interior e Justiça. em 1935 foi Governador do Estado pelo Partido progressista da Paraíba em eleição indireta. Em 1937, com o golpe do Estado Novo de Getúlio Vargas, tornou-se Interventor Federal da Paraíba até 1940. Em sua gestão foi implantado o Serviço de Água e Esgoto de Campina Grande (1935) introduziu a cultura da agave. Em 1945 com a redemocratização, participou da fundação, na Paraíba, da União Democrática Nacional (UN) tendo sido eleito por
esta sigla Deputado Constituinte em 1946. Em 1958 rompeu com a UDN e passou a integrar o PTB. Em 1970 deixou a vida pública. (Prop. Maria Lopes Barbosa) 

• Aristides Lobo (r) Aristides da Silveira Lobo nasceu em Mamanguape (PB) a 12/02/1838, filho de Manoel Lobo de Miranda Henriques e Ana Norberta, falecendo em
Barbacena (MG) em 1896; era neto do revolucionário republicano Antônio Borges da Fonseca. Concluiu o Curso Jurídico em1859, sendo Promotor Público. Foi Deputado na Assembléia Provincial e na Assembléia Geral (Câmara Federal, hoje) por Alagoas, de 1864 a 1870. Republicano desde a juventude foi um dos signatários do manifesto de 1870. Integrou a conspiração que resultou na queda do Regime Imperial. Ministro do Interior e da Justiça nos primeiros 10 anos da República, integrou, também, a primeira Constituinte Republicana e entrou para o Senado em 1892. 
   Como jornalista, dirigiu os jornais "Íris Acadêmico", "A Repúblicana", "O Intransigente" e "O Republicano" em Recife, tendo colaborado em "A Província" E no "Diário Popular" de São Paulo. É Partrono da cadeira nº 06 da Academia Paraibana de Letras 

• Assis Chateaubriand (av)  Francisco de Assis Chateaubriand Bandeira de Melo nasceu em Umbuzeiro (PB) a 05/10/1892, filho de Francisco Chateaubriand Bandeira Melo e de Carmen Chateaubriand Bandeira de Melo, falecendo em São Paulo a 05/04/1968. Estudou no Ginásio Pernambucano e
bacharelou-se em 1913 pela Faculdade de Direito de Recife, onde foi professor de Filosofia do direito. A partir de 1917, dedicou-se ao jornalismo e advocacia no Rio de Janeiro, onde passou a residir. 
Principais funções dentro do periodismo: redator do "Jornal Pequeno" e de "O Diário de Pernambuco" (1915) colaborador de "O Correio da Manhã" (crônica estrangeira) redator-chefe de "O Jornal do Brasil", correspondente de "La Nacion" (Buenos Aires) além de escrever crônicas e artigos em jornais estrangeiros. Em 1924 assumiu a Direção de "Jornal" implantando a cadeia dos Diários e Rádios Associados Política, participou da "Revolução de 30"; integrou a Revolução Constitucionalista de São Paulo; em 1954, ingressou na Academia Brasileira de Letras, ocupando a cadeira nº37. Em Campina Grande criou o jornal "Diário da Borborema", as rádios "Borborema" e "Cariri", a Televisão Borborema, como também foi fundador do Museu de Artes 

• Augusto Severo (r) Centro. (Antigo Beco do Cacete e rua João Vieira-Carga D'Água) líder dos quebra-Quilos. Nasceu em Macaíba (RN) em 1864 e faleceu em Paris-França, em 12/05/1902. Aeronauta e político. Interrompeu os estudos por doença, no segundo ano da Escola Politécnica do Rio de Janeiro, retirando-se para seu Estado natal. Lecionui matemática no Liceu Estadual e foi redator do jornal "A República". Deputado Estadual à Constituinte, em 1893, foi eleito Deputado Federal pelo Rio Grande do Norte. Pioneiro da navegação aérea no Brasil, seguiu para a França, onde construiu o balão dirigível Pax. Na manhã de 12 de maio de 12902, em experiência pública realizada em Paris, no Parque de Vaugirard, o balão levantou vôou e tendo atingido 400m de altura aos 15 minutos de vôou, o Pax explodiu, lançando na avenida do Maine os corpos carbonizados de Severo e seu mecânico, Schet.