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Conheça os 5 locais mais "assustadores e perigosos do mundo" para visitar, Brasil está na lista

Já pensou em conhecer uma ilha com bonecas macabras penduradas em árvores ou enfestada por milhares de serpentes venenosas? O tradicional site Quora listou locais "comuns" como estes para se conhecer

Dennys Marcel

Cratera Karakum / Foto: Tormod SandtorvCratera Karakum / Foto: Tormod Sandtorv

Quando alguém planeja uma viagem, geralmente, procura regiões tranquilas e belas, mas nem todos têm a mesma ideia. Pensando nisso, o tradicional site Quora, de perguntas e respostas, criou uma lista dos cinco locais mais assustadores e perigosos do mundo, que inclui um destino brasileiro. Com opções de conhecer um jardim com centenas de ´bonecas amaldiçoadas´ até uma cratera que pega fogo há quase de 50 anos, a listagem promete levar os visitantes a um mundo desconhecido pela maioria dos turistas. 

Já o Brasil está bem representado na lista ocupando o 2º lugar com a Ilha da Queimada Grande, no litoral sul de São Paulo. A localidade é conhecida por possuir mais de 2 mil serpentes numa área com pouco mais de 430 mil m². Já o primeiro lugar ficou com o Lago Roopkund, na Índia, onde existem mais de uma centena de esqueletos humanos datados de 1100 anos atrás. A lista é completada, respectivamente, por um templo com milhares de ratos negros, uma cratera em chamas e por fim, com um jardim repleto de pedaços de bonecas penduradas em árvores. 

5º lugar - Ilha das Bonecas (México)

Ilha das Bonecas (México) / Foto: Juan BorgesIlha das Bonecas (México) / Foto: Juan Borges

Um dos locais mais horripilantes do mundo, a ´Isla de las Muñecas´ está situada na Cidade do México e guarda centenas de bonecas e pedaços de corpo dos brinquedos pendurados por todos os cantos. Empaladas em galhos, presas em paredes ou penduradas pelo pescoço, as primeiras bonecas foram colocadas na região há mais de 50 anos, por Don Julián de Santana Barrera, após uma menina se afogar nos canais de Xochimilco. Ele afirmava ouvir o choro da garota e passou a pendurar os brinquedos para acalmar o espírito dela. 

Com o tempo, as bonecas foram, literalmente, se decompondo e os brinquedos ficaram com um ar sombrio, ao melhor estilo "Chuck, o boneco assassino". Elas só pararam de ser penduradas pela ilha quando Barrera faleceu, em 2001. Numa coincidência 'a la filme de terror´, ele foi encontrado afogado no local exato onde a menina havia morrido pela mesma causa cerca de cinco décadas antes.

4º lugar - Deserto de Karakum (Turcomenistão)

Deserto de Karakum (Turcomenistão) / Foto: Juan Borges
Deserto de Karakum (Turcomenistão) / Foto: Juan Borges

Localizada no deserto de Karakum, no Turcomenistão, a enorme cratera possui 70 metros de diâmetro por 20 metros de profundidade e está queimando ininterruptamente desde 1971. Na época, geólogos decidiram perfurar a região atrás das ricas reservas de gás natural do país, mas um erro de cálculo fez com que a plataforma de trabalho desabasse. Para evitar uma possível explosão com o vazamento de gás, os cientistas atearam fogo no poço imaginando que em breve ele se extinguiria, porém houve outro erro. A reserva de metano era extremamente superior a estimativa oficial e até os dias atuais o fogo queima na cratera, liberando um forte cheiro de enxofre no local.

Hoje apelidada de "Porta do Inferno" (Door to Hell) pelos próprios moradores da vila Derweze, onde está situada a cratera, no passado ela foi motivo de grande preocupação. O medo do povoado era que ocorresse uma explosão no local, porém com o sucesso do lugar entre os turistas, a população ´mudou´ de ideia. Atualmente, os cerca de 360 habitantes do vilarejo, que ainda mantêm um estilo de vida seminômade, complementam suas rendas familiares vendendo produtos típicos aos curiosos que vão visitar o enorme buraco.

3º lugar - Templo Karni Mata (Índia)

Templo Karni Mata (Índia) / Foto: Stefan Krasowski
Templo Karni Mata (Índia) / Foto: Stefan Krasowski

Um só rato pode causar uma histeria coletiva, então imagine aproximadamente 20 mil ratazanas dentro de um templo. Localizado na vila de Deshnoke, o templo hindu ocupa o 3º lugar na lista e costumeiramente causa repulso nos turistas, mas nem isso afasta os milhares de visitantes que frequentam o local anualmente para conhecer os ´ratos sagrados´. Juntamente com a visita, os fiéis levam fartos banquetes preparados exclusivamente para os roedores se deliciarem. 

Se a enorme quantidade de ratos vivendo harmonicamente com humanos já é curioso, o surpreendente é saber que muitos peregrinos comem os restos de alimentos que eles deixam. A justificativa é que os fiéis acreditam que as sobras dos roedores trazem sorte as pessoas. 

2º lugar - Ilha da Queimada Grande (Brasil)

Ilha da Queimada Grande (Brasil) / Foto: Paolo Bompani
Ilha da Queimada Grande (Brasil) / Foto: Paolo Bompani

Situada a mais de 30 quilômetros do litoral paulista, entre as cidades de Peruíbe e Itanhaém, ela tem o acesso proibido e restrito apenas a alguns funcionários do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). Sem habitantes, a ilha sequer possui sinal de celular e fonte de água potável.

Tantas restrições têm uma justificativa simples e compreensível, a Ilha das Cobras (como também é conhecida) abriga ´apenas´ duas mil serpentes, entre elas a espécie "jararaca-ilhoa", que é considerada uma das mais perigosas do mundo. Com uma área de 430 mil m², o local possui cerca de 86 cobras por hectare. Num dia ´normal´ de visita dos biólogos é possível encontrar ao mínimo 60 jararacas pelo percurso, segundo um recente estudo divulgado pela Prefeitura de Itanhaém.

1º lugar - Lago Roopkund (Índia)

Lago Roopkund (Índia) / Divulgação/ ICMBIOLago Roopkund (Índia) / Divulgação/ ICMBIO

Situado a mais de 5 mil metros de altura, o Lago Roopkund esconde muito mais do que suas belas águas translúcidas, originárias do degelo do Himalaia, a região guardou por 11 séculos centenas de esqueletos humanos. Descobertos em 1942, por um alpinista que escalava a mítica cordilheira, os restos mortais ainda possuíam fios de cabelo e pedaços de carne presos aos ossos. 

Somente nesta década uma expedição de cientistas conseguiu descobrir o que causou a morte de centenas de pessoas, numa área tão isolada. A causa mortis de todos os membros da tribo nômade foram fortes pancadas em suas cabeças. Depois da investigação, chegou-se a conclusão que eles morreram após serem atingidos por uma forte e repentina tempestade de granizo, que impossibilitou o grupo de se proteger da chuva de pedras de gelo. Espalhados ao redor e dentro do Lago Roopkund, os esqueletos se transformaram num mórbido ponto turístico da região, que recebe a visita de centenas de curiosos.