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Fique longe! Conheça as 5 regiões mais radioativas do mundo

Localizadas na Ásia, as cinco regiões entraram na lista da Agência Internacional de Energia Atômica por graves acidentes, testes com bombas nucleares ou simplesmente com a poluição causada pela indústria química


Todas as regiões foram vítimas de graves acidentes, testes nucleares ou da poluição gerada pela indústria - Foto: Nicolas Raymond
Todas as regiões foram vítimas de graves acidentes, testes nucleares ou da poluição gerada pela indústria - Foto: Nicolas Raymond

Há algum local no planeta Terra que deve passar longe de um roteiro de viagem? Na realidade existem cinco regiões que uma pessoa prudente precisa manter total distância. Classificadas pela Agência Internacional de Energia Atômica (IAEA) como as localidades mais radioativas do mundo, estas cidades sofreram com grandes tragédias nucleares, que deixaram seus rastros de destruição até os dias atuais, além de milhares de vítimas fatais.

Coincidentemente localizadas na Ásia, todas as cinco regiões foram vítimas de graves acidentes, testes nucleares ou da poluição gerada pela indústria química. Entre todas as localidades, a última a ingressar na fatídica listagem foi Fukushima, no Japão. Após um forte terremoto, a cidade sofreu com um maremoto que atingiu a usina nuclear e gerou um vazamento de elementos radioativos no início desta década.

5) Cooperativa Química Siberiana (Rússia)

O local é o símbolo do descaso das autoridades russas com o meio ambiente. Considerada o maior polo químico da Rússia e um dos mais importantes do mundo, a Cooperativa Química Siberiana depositou no solo cerca de 125 mil toneladas de lixo radioativo ao longo das últimas décadas. A poluição gerada pelo desastre ambiental, que já foi comprovado por entidades do setor, está sendo levada para regiões cada vez mais distantes. Segundo as últimas medições, as chuvas e ventos já transportaram a poluição para até 180 quilômetros de distância do polo químico.

4) Polígono (Cazaquistão)

Abandonada e com ares de fábrica-fantasma, a área não demonstra a importância que teve durante a Guerra Fria. Entre as décadas de 1950 e 1980, o ´Polígono´ foi a sede do Projeto Atômico do governo da antiga União Soviética. Durante três décadas foram realizados dezenas de testes na região, que transformaram a área em recordista mundial de detonações nucleares. Os efeitos da utilização indiscriminada da energia na região ainda hoje têm consequências graves, onde mais de 210 mil pessoas sofrem com a radiação.

3) Mineradora e Cooperativa Química (Quirguistão)

Se a área do "Polígono" entrou para a lista devido as explosões nucleares, a região de Mailuu-Suu não está na listagem pelos testes, mas por abrigar perigosos resíduos de urânio descartados pela Mineradora e Cooperativa Química. Os números impressionantes explicam a gravidade e preocupação com a situação da área. Ao todo, são aproximadamente dois milhões de metros cúbicos de lixo radioativo descartado no local, colocando a região na lista dos mais poluídos do mundo.

2) Chernobyl (Ucrânia)

Após mais de 32 anos do maior acidente nuclear da história, a região de Chernobyl ainda é considerada uma das mais radioativas do mundo. A tragédia que matou aproximadamente 100 mil pessoas aconteceu em abril de 1986, após uma grande explosão seguida por um incêndio. Em plena Guerra Fria, a URSS encobriu o desastre ampliando ainda mais as dimensões do acidente. O caso só foi comunicado oficialmente após a nuvem radioativa chegar às outras nações, estendendo o alcance do acidente. Para se ter uma dimensão da tragédia, a explosão em Chernobyl foi 100 vezes superior às duas bombas atômicas de Nagasaki e Hiroshima.

1) Usina de Fukushima (Japão)

Segundo pior acidente nuclear da história, a explosão em Fukushima foi gerada por um fortíssimo terremoto, de magnitude 8,9, na região. Na sequência, a área foi atingida por um tsunami provocado pelo abalo sísmico, que causou a morte de aproximadamente 16 mil pessoas e destruiu a estrutura de resfriamento da Usina de Fukushima. Sem o controle de temperatura, a tragédia nuclear era uma questão de tempo. Ao todo, foram três explosões que liberaram uma onda radioativa elevando o nível de contaminação na região para oito vezes acima do máximo permitido. O acidente aconteceu em 11 de março de 2011 e desde então, a cidade é o lugar mais radioativo do mundo.

Dennys Marcel



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