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Luiz Moura ORGONES E SAÚDE
Desde que me mudei para Visconde de Mauá, em 2000, vinha procurando uma desculpa para falar com Dr. Moura. As histórias sobre ele na cidade chamavam a atenção: diziam que tirava sangue de um braço para colocar no outro, tratava câncer com uma caixa de madeira e, a mais cabulosa, diziam que fazia chover. Como não queria apenas chegar e questionar seus feitos, a notícia da oxitocina veio a calhar.
Fui lá, levando a família como testemunha, e ele explicou tudo direitinho, mas não deu bola para a pesquisa da poção do amor. Contou que é filho e neto de médicos, que ocupou um cargo equivalente ao de Ministro da Saúde no governo Médici, contou como se interessou pelas pesquisas de Wilhelm Reich e como provou a existência dos orgones para colegas incrédulos (essa história é boa, depois eu conto).
Resumindo, segundo ele e Reich, tudo no mundo é feito de energia. Essa energia, que vem do cosmos, pode se apresentar em concentrações diferentes, ser positiva ou negativa e pode ser acumulada. Aparece em grande quantidade na água corrente e em lugares altos (Mauá!). No nosso corpo, quando alguma coisa vai mal, a energia se desorganiza e fica acumulada em alguns pontos, ocasionando as doenças. Esses conceitos são muito parecidos com o prana, dos hindus, e o ch'i, dos chineses, só que Reich era cientista e provava tudo em laboratório.
Wilhelm Reich inventou um sistema que capta energia boa, acumula e distribui pelo corpo desorganizado. Trata-se de uma caixa de madeira, algodão e metal. O paciente entra na caixa orgônica, fica lá meia hora por dia, e vai liberando o trânsito dos orgones. Dr. Moura faz isso há 20 anos e se orgulha de ter uma vitalidade de sessentão num corpo de 80.
Para fazer chover, ele usa um outro acumulador, com tubos, e capta energia do rio Preto. Os orgones concentrados são disparados pelos tubos em direção às nuvens, que ficam pesadas e se transformam em chuva, num processo que leva alguns dias. Dr. Moura explica que a máquina não faz milagres: sem nuvens, nada de chuva.
Ratos e vinhos
A história boa que prometi acima: num congresso, Dr. Luiz Moura relatou que havia curado câncer em ratos usando a caixa orgônica. Alguém duvidou, levantando a hipótese da auto-sugestão dos ratos. De qualquer forma, os ratos estavam curados, mas ele encarou como desafio e fez uma experiência com vinho. Duas garrafas iguais foram abertas e etiquetadas. Uma delas ficou numa adega climatizada; a outra foi para a caixa orgônica. Três meses depois, o vinho da adega só servia para vinagre, enquanto o vinho que ficou na caixa manteve as características originais. Considerando que a bebida não é sugestionável, o colega que havia duvidado aceitou a teoria dos orgones.
Meio duvidando, meio acreditando, voltei a conversar com o médico duas semanas depois, desta vez em uma consulta. Andava estressado demais, me sentindo "desorganizado" e resolvi experimentar suas teorias. Fiquei meia hora na caixa e saí de lá do mesmo jeito que entrei. Não senti nada, a não ser uma ligeira revolução intestinal, possivelmente provocada por excesso de pinhão cozido. Dr. Moura havia passado a mesma meia hora cuidando da horta e veio ver como eu estava. Chegou dizendo que muitas pessoas sentem movimentos intestinais e... opa! Eu senti isso! E, talvez sugestionado pela caixa, ou não, saí andando e falando com mais segurança. Sem contar uma certa energia adicional, que me fez caminhar com a bolsa à frente do corpo por algum tempo.
As consultas com Dr. Luiz Moura custam R$ 60, com direito a uma ficadinha na caixa. Para marcar: (24) 3387 1114 .
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