Os moradores do Vale das Cruzes, em Visconde de Mauá, estão revoltados com a Telemar.
Mais de 35 famílias esperam, há anos, pelas linhas telefônicas que nunca chegaram.
Algumas famílias do vale receberam uma carta, em Dezembro de 2001, solicitando que pagassem a taxa de ligação de suas linhas, no valor de R$ 70,71, até o dia 21 de dezembro.
Este pagamento seria uma confirmação do serviço solicitado e então, suas linhas seriam instaladas até 14 de janeiro de 2002.
Nem é preciso dizer que a Telemar não cumpriu o prometido Até hoje, nenhuma das famílias que pagou a taxa de instalação recebeu o telefone.
Consultada, a Anatel disse às famílias que a Telemar entraria em contato em cinco dias, o que realmente aconteceu, não no prazo estipulado, mas depois de algum tempo, dando ao assinante duas opções: receber o dinheiro de volta ou pagar o valor de R$ 2700,00 pelos fios que levam a linha da estrada Mauá/Maringá, até a casa do usuário.
No Vale das Cruzes há quatro linhas telefônicas que funcionam precariamente, sem manutenção rápida Prova disso foi que, há cerca de um mês, os fios passaram mais de 15 dias no chão por causa da queda de uma árvore, o que fez com que os telefones funcionassem ainda mais precariamente nesses 15 dias.
Lá também não há telefone público, o morador que precisar de um terá que andar cerca de 5 km até a Vila de Maringá ou até o posto de gasolina.
A alegação da empresa é que o Vale das Cruzes está "fora de área", mas como o slogam da Telemar é: "Onde tem Brasil, a Telemar está lá", qual será o conceito de fora de área par eles?
A faixa contida na fotografia acima foi uma forma que os moradores do Vale das Cruzes encontraram para demonstrar o quanto estão indignados.
Rosangela Moreno
Redação GuiaMauá
www.guiamaua.com.br
20.06.02