Foi em 1995 que o músico Léo Gatti conseguiu realizar um sonho que acalentava desde 1979, quando começou a curtir Mauá e região; mudar-se de mala, cuia e instrumentos para cá.
Carioca, depois de passar quase cinco anos tentado acabar o curso de engenharia, ele sentiu que o chamado da música era mais forte e passou a dedicar-se exclusivamente à ela. Como tecladista, uma das formas que Léo encontrou para sustentar-se no Rio de Janeiro através da música foi dar aulas de teclado e piano para muitos alunos, o que fez por um bom tempo.
Além de ter participado de várias bandas alternativas que, apesar de desconhecidas da mídia fizeram bons trabalhos de Rock Progressivo, tocou em bandas de música popular brasileira onde teve a oportunidade de apresentar músicas de seu próprio repertório, pois também desenvolve o trabalho de compor. A última banda em que atuou antes de mudar-se para Mauá, foi também a que durou mais tempo e fez - segundo ele - um trabalho muito interessante durante cinco anos, dedicado somente a Pink Floyd cover, tanto que seu nome era "Eclípse Interpreta Pink Floyd".
Depois de subir a serra e instalar-se no Vale do Pavão, onde hoje possui uma bela casa, Léo dedicou-se somente à música, sendo presença constante com seu teclado nos melhores bares e restaurantes de Mauá, Maringá e Maromba. Também por aqui ele deu aulas durante algum tempo, atividade que não vem exercendo, mas que não descarta a possibilidade de retoma-la, desde que encontre um grupo, de fato interessado.
Mas a sobrevivência, basicamente veio de tocar nas casas noturnas onde adquiriu experiência para hoje dirigir o "Restaurante e Piano Bar Sol em Si" recentemente inaugurado, juntamente com sua companheira, a fotógrafa Lígia Skowronski e em parceria com Ulisses Freitas e "Celinha" proprietários do imóvel. Ulisses é músico e dentista e ela, poetisa e estudante de jornalismo, ambos, personas mui conhecida e bem quistas por estas bandas.
Arthur W. Porsani
Redação GuiaMauá
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21.12.01