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Meio Ambiente
ARVORES ENDÊMICAS Nº1 (Ormosia altomontana)

Luciano Jardim


Primeiramente, vamos esclarecer o que vem a ser uma Árvore Endêmica.

Uma espécie endêmica significa que "ela existe em um estado nativo; numa área certa e restrita, únicamente."

Em outras palavras, podemos dizer que pode existir algumas espécies na região de Visconde de Mauá, que não ocorrem em outros lugares. Exemplo disso é a espécie em questão "Ormosia altomontana" conhecida vulgarmente como "Angelim".

Sobre a importância da preservação de uma espécie com essa característica de endemismo, acho que por ora é dispensável, sendo assunto para um novo tópico. Só lembrando da importância dos vegetais não só na alimentação humana e animal como também na utilização das mesmas em manipulação de remédios.

Sendo assim, fica claro que preservar a espécie Angelim ("Ormosia altomontana"), é de grande responsabilidade para os moradores de nossa região.

O problema é que, justamente a semente, que possui a função de disseminar novos indivíduos, vem sofrendo uma pressão por parte de artesãos não só de nossa região como também de outras regiões, que vem até aqui para comprá-las de alguns artesãos e por vezes com o produtor rural que conhece a espécie e sua época de colheita, com o intuito de produzir colares e artefatos variados devido sua beleza.

Abrindo um parênteses, devo dizer que existe um movimento ecológico no mundo totalmente equivocado. Utiliza-se produtos "naturais" para construir produtos "ecológicos".

Acho que devemos estudar mais sobre Ecologia!

Ecologia com certeza não tem nada a ver com a retirada quase total de um determinado subproduto da floresta.

O que venho percebendo em Visconde de Mauá, é isso!

Uma corrida para ver quem é mais ecológico, e quem utiliza os produtos mais naturais e "legais" possíveis.

No caso específico, o movimento "ecológico", de produzir toda espécie de artesanato com as sementes de Angelim, no meu entender, é um dos movimentos menos ecológicos já vistos em nossa região.

  • 1º A espécie é endêmica, e isso todos nós já sabemos o que vem a ser;
  • 2º A ocorrência é baixa;
  • 3º As sementes são de difícil germinação;
  • 4º Crescimento e desenvolvimento da planta é lento

    Portanto, podemos estar contribuindo para o desaparecimento dessa espécie, pois àquelas em que estão sendo feito as colheitas de hoje, possuem tempo de vida determinado, ou seja, não são eternas.

    A minha opinião é proposta, é que para cada colheita que se faça, o artesão ou produtor rural, separe e destine parte desta colheita para a pesquisa e produção de mudas florestais com o objetivo de repovoar áreas determinadas em nossa região.

    Assim, futuramente cada artesão terá sua cota de sementes de Angelim relativo ao Manejo florestal que o mesmo proporcionou.

    Existe a disposição na internet, um pequeno trabalho sobre a espécie, que cito abaixo e qual serviu como argumento para minhas colocações.

    ETNOECOLOGIA DE ORMOSIA ALTOMONTANA J. E.
    MEIRELES & H. C. LIMA (LEGUMINOSAE PAPILIONOIDEAE)
    NA REGI~AO DE VISCONDE DE MAU_A, APA DA SERRA DA MANTIQUEIRA, RJ/MG.
    Mariana Martins da Costa Quinteiro (1)


    Arquivo:

  • "Pinheiro do Paraná"
  • "Legislação Ambiental"
  • "Poda de árvores frutíferas"
  • "Agroflorestas"
  • "Reciclagem de Papel"
  • "Relações entre matas ciliares, os rios e os peixes"
  • "A nascente parou de secar"

    07.01.2012
  • Luciano Jardim é engenheiro florestal, atua em planejamento e execução de projetos ambientais e ministra cursos na área. Saiba mais.

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