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NATAÇÃO
COMEMORA RECORDE ABSOLUTO NAS MEDALHAS DE OURO
A manhã
deste domingo foi de festa para a equipe de revezamento. Fernando Scherer,
Gustavo Borges, Marcelo Tomazini e Alexandre Massura estavam radiantes
com a vitória sobre a equipe norte-americana. Durante a entrevista
coletiva na Casa Brasil, que durante o Pan funcionou como o quartel-general
do Comitê Olímpico
Normalmente
polido nas entrevistas, Gustavo Borges não conseguiu ficar preso
à ética. "Nem é legal falar isso, mas vencer a prova,
dar a volta olímpica na piscina e ainda ver a cara de decepção
do adversário é muito bom. Aquela alegria só havia
sentido quando vi meu nome no placar apontando a medalha de prata em Atlanta",
explicou. Fernando Scherer, que até o meio-dia de sábado
nadaria os 100m livre no revezamento, também estava radiante. "Foi
uma prova especial. Nadei forte, controlando o americano, pois sabia que
se entregasse a prova bem para o Gustavo
Para este segundo semestre, os planos dos quatro medalhistas de ouro são parecidos. Tomazini, Massura e Borges vão se preparar para o Troféu José Finkel, em dezembro, enquanto que Xuxa pretende investir nas provas de 200m livre como forma de preparação para os 100m. "Nadar os 200m tem que ter coragem. Preciso me acostumar com essa dor no corpo para ter mais condições nos 100m, principalmente nos 50m finais", explicou. Mesmo assim,
o Troféu José Finkel já começa a reviver a
rivalidade entre nadadores e equipes. O fundista Luiz Lima, medalha de
ouro nos 400m e prata nos 1.500m, faz planos para sua equipe. "Vamos tentar
mais um título para o Vascão", afirmou. "Cala a boca, Luizinho",
retrucou o rubro-negro Xuxa. E as gozações não cessaram.
"No duelo das medalhas de ouro deu Flamengo", lembrou Xuxa. "Mas no total
de medalhas o Vasco ganhou", respondeu Borges, para nova intervenção
de Fernando Scherer. "O que importa é que no clássico dos
100m deu Mengão", ressaltou.
Acompanhando com alegria a performance de seus pupilos, o presidente da Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos, Coaracy Nunes, decretou. "Essa rivalidade é mais do que sadia, pois motiva atletas e equipes. Além do mais, o Scherer e o Gustavo nasceram da mesma placenta de cloro. São irmãos", definiu. Cláudio
Motta / Assessoria de Imprensa do COB, de Winnipeg
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