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    XXVII JOGOS OLÍMPICOS
    SIDNEY - AUSTRÁLIA
    2000

     
    Aclimatação de equipes será feita em Camberra

    Capital australiana oferece estrutura para 27 esportes e está a 571 metros de altitude

    Características da cidade-sede da Olimpíada de Sydney, no ano que vem (como diferença de fuso horário, distância e temperatura, principalmente), obrigaram o Comitê Olímpico Brasileiro (COB) a planejar duas operações de comando para os atletas brasileiros que vão competir, com bases nas cidades de Camberra e Sydney. "Teremos de ter duas infra-estruturas paralelas, com médicos, fisioterapeutas, pessoal administrativo e de assessoria de imprensa", afirmou Carlos Arthur Nuzman, presidente do COB. "O nosso objetivo é dar as melhores condições possíveis aos nossos atletas." 
    Uma das operações será em Camberra, a capital da Austrália. A aclimatação dos atletas será fundamental na "Olimpíada do fuso horário". A cidade australiana de Sydney está 13 horas à frente em relação ao Brasil, uma dificuldade adicional para quem precisa estar bem para competir. Não será possível chegar em cima da hora, sem tempo de adaptar o relógio biológico ao horário local. Assim, o COB programou a aclimatação das equipes para ser realizada no Instituto Australiano de Esporte, em Camberra. 
    Boa infra-estrutura - O local, um centro de referência onde treina o nadador campeão olímpico Alexandar Popov, oferece infra-estrutura para 27 esportes, está a 571 metros de altitude e a 40 minutos, de avião, ou 2h30, de carro, de Sydney, cidade que fica ao nível do mar. "Será melhor treinarmos na altitude e em um local um pouco mais frio para depois descermos ao nível do mar e competir em uma cidade um pouco mais quente", explica José Roberto Perillier, o Peri, superintendente de Projetos Especiais do COB. 
    "Fizemos 180 reservas estimadas porque ainda não sabemos os esportes que vão se classificar para os Jogos de Sydney", informa Peri. "Começaremos a chegar em Camberra em agosto do ano que vem." O Instituto Nacional de Desenvolvimento do Desporto (Indesp) já repassou ao COB uma parcela de RS$ 250 mil para pagamento do Instituto de Camberra. 
    A operação de Camberra, porém, não será desmontada quando começar a Olimpíada. Os atletas que competirem na segunda semana, por exemplo, permanecerão no instituto, seguindo com a aclimatação e a preparação final. Os atletas só chegarão à Vila Olímpica de Sydney alguns dias antes do início do programa de suas provas. 
    Missão - De 23 a 25, o COB estará participando, em Sydney, de mais uma reunião de chefias de missão de todos os países com os responsáveis pelo Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos de Sydney (Socog). "Eles vão passar informações mais detalhadas sobre credenciamento, instalações, transporte interno, treinamentos, entre outros assuntos", disse Peri, observando que, em Atlanta, foram 197 os países participantes da Olimpíada. 
    "Esperamos também poder conhecer a Vila Olímpica que vem sendo construída desde 1997 e obter informações mais detalhadas sobre a rota dos cavalos do salto e do Concurso Completo de Equitação (CCE), equipes já classificadas", ressalta. "O transporte dos cavalos é de responsabilidade dos organizadores." 

    Peri afirmou que o COB vem trabalhando no planejamento desde fevereiro de 1997. "Mas este é um planejamento com muitas variáveis e que vai ter de ser muito bem ajustado neste ano final", disse. (H.F.) 
     
     
    Fonte: A/E
    13/09/99