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Gustavo, Scherer, Luiz, Leonardo e Massura terão programas individualizados na preparação para a Olimpíada-2000 As chances brasileiras de conquistar uma medalha nas piscinas de Sídnei, nos Jogos Olímpicos, no próximo ano, estão depositadas em cinco nomes: Fernando Scherer, Gustavo Borges, Luiz Lima, Leonardo Costa e Alexandre Massura. São esses cinco nadadores que terão projetos específicos de treinamento para a Olimpíada - organizados pela Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos (CBDA) em conjunto com cada treinador dos atletas. Nos próximos dias, o presidente da CBDA, Coaracy Nunes, viajará para os Estados Unidos, onde treinam os nadadores (com exceção de Luiz Lima), para conversar com os técnicos. O objetivo é que cada nadador receba um plano que contenha instruções técnicas, médicas e até psicológicas. A CBDA pretende que os atletas se concentrem somente com seu desempenho nas águas - e que tenham todas as suas necessidades (mesmo financeiras) satisfeitas. "É um projeto individualizado para os atletas com chance de medalhas, que irá até o dia em que que eles disputarem suas provas em Sídnei", conta Coaracy. Os outros esportes aquáticos também terão benefícios. No pólo aquático, a CBDA renovou o contrato da técnica americana Sandy Nitta, no feminino (ela dirigiu a equipe no bronze do Pan-americano em Winnipeg-99), e acertou com o treinador cubano Barbaro Díaz, para o masculino. No nado sincronizado, as gêmeas Isabela e Carolina de Moraes (bronze em Winnipeg) treinarão nos Estados Unidos. Elas garantiram patrocínio dos Correios e terão relatórios mensais com o desempenho enviado para a CBDA. Saltos - Nos saltos ornamentais, Juliana Veloso viajará, em outubro, para Vancouver, no Canadá, para um período de treinamento até os Jogos Olímpicos. Ela virá ao Rio somente de três em três meses e treinará no melhor centro de saltos do Canadá. "Temos que coordenar as ações. Não podemos ficar na utopia de que eles treinarão no Brasil", afirma o presidente da CBDA. Na natação, dos cinco golden boys que terão programas individualizados, apenas Gustavo Borges ainda não obteve índice olímpico. A intenção da CBDA é mandar para treino no exterior os melhores. "Um exemplo: nosso (nado de) peito precisa melhorar 2s. Então, vamos pegar os três melhores e mandá-los para treino no exterior", diz Coaracy. O diretor técnico da CBDA, Ricardo Moura, explica que o planejamento individualizado dos nadadores é uma tendência. "Eles treinam com o mesmo objetivo, mas cada um tem suas especificidades. Os organismos e as reações são diferentes. O Scherer e o Gustavo disputam os 100m livre, mas precisam de programas de treinamento diferentes", diz Ricardo. Na prática, Coaracy conversará com os nadadores e com seus técnicos na visita que fará aos Estados Unidos nos próximos dias. Depois, a CBDA fará uma análise de como poderá ajudar a preparação desses atletas. Todos já têm patrocínios individuais garantidos. "O trabalho para Sídnei já começou", afirma o diretor técnico da CBDA. Cada atleta continuará tendo a preparação que está acostumado a fazer com seus técnicos. Gustavo Borges ficará treinando em Jacksonville, Fernando Scherer se mantém nas piscinas de Coral Springs e assim por diante. Nada será feito de maneira diferente. O planejamento será dividido em metas, com o máximo rendimento de cada atleta programado para Sídnei (os Jogos Olímpicos começam no dia 15 de setembro de 2000). Diante disso, os nadadores não irão, por exemplo, a todas as etapas da Copa do Mundo, disputada em piscina de 25m (curta). A Olimpíada é disputada em piscina de 50m (longa). A idéia é que os nadadores top disputem entre duas e quatro etapas da Copa. Aclimatação - "Um erro pode atrapalhar todo o planejamento para os Jogos", diz Ricardo. A delegação brasileira de natação chegará à Austrália em 15 de agosto, um mês antes da Olimpíada. A aclimatação será feita em Camberra, centro de natação onde treinam estrelas com o russo Alexandr Popov e os australianos Ian Thorpe, Michael Klim e Kieren Perkins. De olho em Sídnei, a CBDA já está organizando estudos baseados nas duas últimas Olimpíadas para monitorar a preparação para os próximos jogos. "Este está sendo o ano anterior à Olimpíada com melhor desempenho dos nadadores. Se jogássemos esses números num computador, a curva teria uma tendência ascendente", diz Ricardo. Segundo Ricardo, a Austrália está aparecendo em destaque. "O ciclo dos australianos está programado para os Jogos." Ele cita ainda Romênia, Holanda, Alemanha, Inglaterra, Itália e África do Sul como forças. Em Sídnei, haverá pela primeira vez semifinais na natação e não será disputada final B (entre oitavo e 16° lugares). "Assim, só os especialistas disputarão provas. Haverá uma melhora de qualidade na natação", afirma Ricardo. No Brasil, os índices olímpicos são os oitavo tempos dos Jogos de Atlanta-96. "Não se ganha experiência por disputar uma Olimpíada. Você tem que estar no nível da competição. Com a eliminação da final B, o nível aumentou. Não temos que levar um número grande de atletas, mas temos que levar aqueles que tenham a ver", diz o diretor técnico da CBDA, confirmando a tese de que é melhor qualidade que quantidade. Fonte
: Jornal do Brasil
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