fotos: Divulgação
MIGUEL ANGEL SOLA (JUAN - ADULTO)
Miguel Angel Sola, um dos maiores atores argentinos de sua geração, obteve vários prêmios nos festivais internacionais na América do Sul e na Europa. De formação teatral, ficou em cartaz dois anos com seu último espetáculo, A VERDADEIRA HISTÓRIA DE ADÃO & EVA, inspirada na novela de Mark Twain. Sua apresentação foi premiada por numerosas associações de críticos na Argentina.
Sola tem uma carreira internacional. Efetivamente atuou, entre outros, em ASSASSINATO NO SENADO (1984), de Juan José Jusid, TANGOS, O EXÍLIO DE GARDEL (1985) e SUL (1985), de Fernando Solanas, e CASA DE FOGO (1994), de Juan Bautista Stagnaro. Em 1997, ele recebeu o grande prêmio de melhor ator no festival de Havana pelo seu papel de militar no ABAIXO BANDEIRA, de Juan Maria Jusid. Neste mesmo ano ele foi escolhido para interpretar o papel principal de TANGO, de Carlos Saura, filmado em Buenos Aires.
Para Miguel Angel Sola, Juan é um personagem de grande complexidade e assim muito intrigante : "Eu vejo Juan como um homem que passou por um longo período de anestesia afetiva. No curso destes vinte últimos anos, durante os quais ele viveu fora de seu país, ele dá a impressão de ter canalizado toda sua energia para sua profissão. Quando ele volta para sua casa e encontra Lilith, é para ele bastante simbólico. Ana e Lilith estariam ligadas pelo mesmo espírito. Por isso, depois de ter corrido o risco de ser destruído pelo seu primeiro amor, ele comete desta vez um ato extremo que, segundo ele, deveria protegê-lo."
MARIA LUISA MENDONÇA (ANA)
Jovem atriz brasileira de formação teatral, Maria Luisa Mendonça começou em 1987, na peça O VESTIDO DE NOIVA, de Nelson Rodrigues, sob a direção de Carlos Wilson. Em seguida, atuou em numerosas peças dirigidas por Moacyr Goes, como OS GIGANTES DA MONTANHA, de Pirandello e ROMEU E JULIETA, de William Shakespeare.
Ela foi descoberta pelo grande público em 1993 na novela "Renascer" (TV Globo), depois na minisérie "Engraçadinha" (1995), e nas novelas "Explode Coração" (1996) e "Corpo Dourado" (1998).
CORAÇÃO ILUMINADO marca sua primeira aparição no cinema.
Para interpretar seu personagem, Maria Luisa Mendonça conta que ela se inspirou em uma cópia de um móbile de Matisse, que ela colocou sobre o berço de sua filha : "Da mesma maneira que o móbile colorido muda de cor e de posição em função da luz e do vento, Ana oscila muito. Ela me transmitiu a mesma sensação que este móbile - ela é uma pessoa em perpétua transformação mas, contudo, muito inteira e intensa em tudo que ela empreende. Eu acho que no fundo dela mesma, ela desejaria algo bem simples: se casar e ficar ao lado da pessoa amada".
XUXA LOPES (LILITH)
Artista de teatro desde 1977, Xuxa Lopes recebeu em 1992 o prêmio Shell de melhor atriz por sua atuação na peça A MORTE E A DONZELA, de Ariel Dortman, sob a direção de José Wilker. Entre suas outras participações no teatro, pode-se notar LOUCO DE AMOR, de Sam Sheppard, a única montagem teatral de Hector Babenco.
Sua última peça foi a criação MARY STUART, de Gabriel Vilela, que recebeu várias menções elogiosas da crítica especializada.
Xuxa Lopes participou igualmente de algumas novelas e filmes, como "Sonho de Valsa" (1981) e "Das Tripas, Coração" (1984), da cineasta Ana Carolina.
Por diferentes razões, Xuxa Lopes se implicou muito no personagem fundamental de Lilith. Como esposa de Hector Babenco, ela trabalhou com ele na criação do personagem e não lhe escondeu seu enorme desejo de interpretá-lo : "Eu a vejo como uma mulher de uma total liberdade, que não tem nenhuma noção do pecado. Eu penso que ela representa a desordem que apareceu na vida, aparentemente organizada de Juan. Mesmo que seu nome seja uma representação do lado negro da lua, eu queria que ela surgisse nesta história como o sol na vida de Juan. É, portanto, uma pena que ele não tenha sabido compreendê-lo."
WALTER QUIROZ (JUAN - JOVEM)
Walter Quiroz começou a estudar teatro em Buenos Aires, aos 12 anos.
Ele estreou três anos mais tarde em uma novela um tanto quanto polêmica "Socorro Quinto Ano", uma crítica ao sistema educativo argentino. Aos 17 anos, ele foi contatado pelo diretor Fernando Solanas para interpretar o papel principal do filme A VIAGEM. Este filme representou a Argentina no Festival de Cannes, em 1992, e recebeu o Grande Prêmio da Comissão Técnica. Ele filmou igualmente em PERFUME DE GARDÊNIA, de Guilherme de Almeida Prado, e em O IMPOSTOR, realizado por Alejandro Massi, segundo o projeto de Maria Luisa Bemberg.
Com CORAÇÃO ILUMINADO, este jovem ator confirma seu laço muito forte com o Brasil. Ele explica : "Dos meus quatro filmes, três estão ligados a este país. Eu estou muito orgulhoso de incarnar uma parte das lembranças de Hector Babenco, nascido na Argentina e agora instalado no Brasil."
Sobre o papel de Juan, ele prossegue : "Como este personagem, eu também estou muito preocupado com o futuro e, assim como Juan, eu decidi muito cedo que faria cinema. Agora, como ele, eu me questiono e procuro sempre o melhor meio de legitimar o que eu faço."
Participação especial
NORMA ALEANDRO (A MÃE DE JUAN)
Norma Aleandro é, sem dúvida alguma, a maior dama do cinema e do teatro argentino. Ela é conhecida internacionalmente pelo seu papel em "A HISTÓRIA OFICIAL", de Luis Puenzo, pelo qual ela recebeu o Prêmio de interpretação feminina no Festival de Cannes, em 1985, assim como o da Associação de críticos de Nova York (1986). O filme obteve, em 1986, o Oscar de melhor filme estrangeiro.
Ela foi duas vezes a apresentadora da Cerimônia do Oscar, em 1986 e em 1990, e foi indicada para melhor atriz em 1988 por sua interpretação em GABY, de Luis Mandoki.