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26 de janeiro de 2009
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A história fichada no Deops
 
[continuação]

“Descobrimos que era possível reescrever a história política brasileira a partir de uma história de anônimos. Tivemos acesso, por exemplo, ao caso de uma operária tecelã que fazia poesias revolucionárias, à correspondência de um ativista ferroviário e à lista de livros apreendidos na casa de um sapateiro politizado”, contou.

Os pesquisadores puderam rastrear os caminhos dos impressos revolucionários. Eram livros, panfletos e jornais que mal chegaram a circular e que foram apreendidos em ônibus, trens ou na rua.
“Pelos prontuários, descobrimos estratégias usadas para divulgar publicações proibidas. Por exemplo, a ficha de um lavrador, fichado depois de ler panfletos para camponeses analfabetos, relata que o material havia sido enviado ao interior a partir do porto de Santos, dentro de sacas de café”, disse.

Com base nesses estudos, em 2002 Maria Luiza lançou a exposição e o livro Livros proibidos e idéias malditas. A história dos impressos acabou se transformando em um dos módulos do novo site.

Todas essas possibilidades de abordagem têm resultado em estudos específicos. Os estudos sobre história da censura, história da leitura e história dos anônimos possibilitaram a criação de três bancos de dados que foram transformados em links no site.

O projeto iniciado em 2007, voltado para o período entre 1955 e 1983, segundo a pesquisadora, já gerou também diversos estudos. Um deles é voltado para os panfletos produzidos durante a ditadura militar que teve início em 1964.
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