As origens da luta pela anistia remontam à primeira etapa da própria ditadura militar. Na época, os movimentos de resistência à configuração política eram duramente reprimidos pelo regime, o que levou ao surgimento de diversos movimentos de defesa dos perseguidos políticos. Em 1976, o ativismo espalhou-se pelo país. Em julho de 1978 foi realizado o Encontro Nacional dos Movimentos pela Anistia, em Salvador, quando foi criado o Comitê Brasileiro pela Anistia. Em novembro, foi a vez do Congresso pela Anistia, em São Paulo. Todas as manifestações eram marcadas por mobilizações civis, culminando na assinatura da Lei da Anistia, em 28 de agosto de 1979.
Para relembrar os acontecimentos em torno da assinatura da Lei da Anistia, que completa 30 anos em 2009, o Arquivo Público do Estado de São Paulo e a Pinacoteca do Estado organizaram a exposição A luta pela Anistia - 1964, que será inaugurada no dia 08 de agosto no Memorial da Resistência, em São Paulo.
A exposição é constituída por três módulos temáticos: “Antecedentes”, que mostra a dimensão política do golpe de 1964 e o uso freqüente da violência pelos golpistas; “Preâmbulos da anistia”, que apresenta os movimentos pró-anistia criados em todo o Brasil; e, por fim, “A Lei da Anistia”, que trata da aprovação da lei e sua repercussão no país.
Entre os materiais expostos estão fotografias, cartazes, depoimentos, jornais e materiais de propagandas da época. A mostra também homenageia pessoas que se destacaram no processo, como Perseu Abramo, Teotônio Vilela, Madre Cristina, Mércia Albuquerque, Helena Grecco, Iramaya Benjamin, Maria Augusta Capistrano, Ruth Escobar e Therezinha Zerbini. |