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24 de abril de 2010
A memória do Genocídio Armênio
Data que rememora o primeiro genocídio do século XX é marcada por atividades acadêmicas e manifestações que lutam pelo reconhecimento do crime
 
Wikimedia Commons
Uma mulher chora sobre o corpo de uma criança morta, em fotografia de 1915 que retrata refugiados armênios na Síria.
O dia 24 de abril é lembrado mundialmente como “Dia do Genocídio Armênio”. A escolha da data se refere ao assassinato, em 1915, de intelectuais e figuras políticas que residiam em Istambul, capital do extinto Império Turco-Otomano. Esse ato marcou o início de um genocídio que vitimou, durante a Primeira Guerra Mundial, cerca de um milhão e meio de cidadãos armênios.

Neste ano, por conta do 95º aniversário dos massacres, uma série de atividades têm sido promovidas para refletir sobre este divisor de águas da história contemporânea. Em São Paulo, desde o dia 22 de abril está ocorrendo o seminário internacional “95 anos do Genocídio Armênio: o protótipo do genocídio nos tempos modernos”, realizado na USP.

Convidados internacionais, vindos da Suíça, dos EUA e da Argentina, e importantes intelectuais brasileiros, como o jurista Dalmo de Abreu Dallari e a historiadora Maria Luiza Tucci Carneiro, se reuniram no evento. As palestras apresentadas tratam de assuntos como o desenvolvimento do conceito moderno de “crime contra a humanidade”, as políticas de negação ao genocídio e a sua atual relevância na área das relações internacionais. O seminário conta também com uma programação cultural que envolve apresentações musicais, degustação de comidas típicas e a apresentação do documentário Armênia traída, genocídio negado, produzido pela BBC.

Além destas atividades, ocorrerá hoje uma manifestação pública que percorrerá diversos pontos do centro da cidade, se concentrando, por fim, no vão livre do MASP. O ato tem como objetivo principal lutar pelo reconhecimento internacional dos crimes cometidos pelo governo turco no início do século, até hoje negados pelas autoridades do país.

Esse evento vai preceder a reinauguração do monumento “Homenagem ao Povo Armênio”, do escultor José Jerez Recalde, dedicado aos mártires do genocídio. A peça, localizada próxima à estação Armênia do metrô, foi totalmente restaurada e será oficialmente entregue à população paulistana no domingo, dia 25.
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