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07 de novembro de 2011
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A pioneira entre os mestres
Nascida há 144 anos, essa polonesa se tornou a primeira mulher a ganhar, sozinha, um Prêmio Nobel. Em homenagem à pesquisadora, a Unesco proclamou 2011 o Ano Internacional da Química
 
[continuação]

Assim começou o romance que, algum tempo depois, acabaria em casamento: no dia 26 de julho de 1895, os dois se tornaram marido e mulher. Dessa união nasceram duas filhas: Irène e Eve.

Marie, no entanto, não estava disposta a abrir mão da carreira universitária em nome do casamento. E deixou isso claro quando se inscreveu, soberana, em um concurso para professora de física: em 15 de agosto de 1896 ela passou em primeiro lugar. Além disso, seguindo os passos do físico francês Henri Becquerel (1852-1908), que havia descoberto as propriedades radioativas do urânio, decidiu estudar o assunto em sua tese de doutorado, que defenderia em 1903.

Nessa época, Marie começou a trabalhar ao lado do marido na Escola de Física, realizando suas experiências em um galpão miserável que também servia de “cocheira e celeiro de maçãs”. A partir de 1898, ela passou da observação de raios de urânio e de tório ao isolamento do primeiro elemento identificado como radioativo, o polônio (cujo nome é uma homenagem ao país natal de Marie). Na sequência, isolou o rádio (do latim radius, raio).

Em 1903, Pierre e Marie Curie dividiram o Prêmio Nobel de Física com Henri Becquerel pelas contribuições que os três deram ao estudo da radioatividade. A Sorbonne criou, então, uma cadeira de física geral para Pierre, e Marie tornou-se sua assistente.

O senhor Curie, porém, não teve muito tempo para desfrutar do grande prestígio de que passou a gozar. No dia 19 de abril de 1906, ele estava atravessando a rua Dauphine, em Paris, perdido em seus pensamentos, quando escorregou no asfalto molhado e morreu atropelado por uma carruagem.
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