|
 |
|
 |
|
 |
|
 |
|
|
|
 |
Notícias |
|
|
| 28 de outubro de 2009 |
 |
|
| A São Paulo dos imigrantes |
| Exposição conta história do Bom Retiro, bairro onde se estabeleceram os primeiros estrangeiros que chegaram à capital paulista no século XIX |
| por Bruno Fiuza |
 |
Divulgação |
 |
| Painel de retratos mostra a diversidade dos moradores do Bom Retiro |
 |
Está em cartaz no Museu da Energia de São Paulo a exposição “Bom Retiro, uma costura de povos”, que conta a história do bairro onde se instalou a maior parte dos imigrantes que chegaram à cidade a partir do fim do século XIX. A mostra reúne acervos particulares e de diversas instituições como Arquivo Histórico Judaico Brasileiro, Associação Brasileira de Coreanos, Associação Brasileira de Preservação Ferroviária, Iphan, Memorial do Imigrante, Museu da Pessoa e do próprio Museu da Energia, para mostrar um pouco da contribuição que esses estrangeiros deram para a construção da capital paulista.
Poucas cidades brasileiras foram tão marcadas pela imigração quanto São Paulo. O município, que até a década de 1870 não passava de uma pequena vila, viu sua população crescer vertiginosamente nos 60 anos seguintes com a chegada de milhares de estrangeiros que se instalaram na cidade entre o fim do século XIX e o começo do XX. Só entre 1910 e 1920, a população da cidade aumentou 65%.
Muitos desses recém-chegados desembarcavam em um bairro próximo do centro, localizado entre os rios Tietê e Tamanduateí, onde paravam os trens da estrada de ferro São Paulo Railway. Esse bairro se chamava Bom Retiro. Desde essa época, a região começou a se tornar uma espécie de colcha de retalhos de culturas, onde italianos, judeus e árabes conviviam lado a lado, abrindo as primeiras fábricas e as primeiras lojas do bairro. Foi assim que o Bom Retiro se tornou sinônimo de imigrantes, indústria e comércio. Ou seja: a síntese perfeita de uma metrópole cosmopolita que encarnava o desejo de progresso do Brasil nas primeiras décadas do século XX.
A partir da década de 1960, o bairro começou a se transformar. Uma parte das grandes indústrias abandonou a região. Muitos judeus e árabes enriquecidos se mudaram para bairros mais nobres, como Higienópolis. A região, porém, não deixou de acolher imigrantes. Foi nessa época que uma segunda geração de estrangeiros, principalmente coreanos e, mais tarde, bolivianos, começou a instalar suas pequenas confecções na região. Hoje, o Bom Retiro continua sendo esse grande caldo de culturas, onde judeus, italianos, árabes, coreanos e bolivianos contribuem para fazer do bairro um microcosmo da mais cosmopolita das capitais brasileiras. |
|
|
Bom Retiro, uma costura de povos Onde: Museu da Energia de São Paulo – Alameda Cleveland, 601 – Campos Elíseos Quando: De 10/08/2009 a janeiro de 2010 Quanto: Visitação gratuita Informações: www.museudaenergia.org.br |
|
|
| Bruno Fiuza É editor-assistente da revista História Viva. |
|
|
|
|
|
|
|
|