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Divulgação |
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| Fidel Castro: Biografia a duas vozes, 2006. Ignacio Ramonet. Boitempo Editorial, págs.624 R$66,00. |
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Nesta entrevista concedida ao jornalista Ignacio Ramonet, Fidel Castro reflete sobre o futuro de Cuba após ele deixar o governo. Autoridade máxima na ilha desde que a revolução liderada por ele ter tomado o poder em 1959, Fidel anunciou hoje que não seguirá como presidente de Cuba. A entrevista abaixo faz parte do livro Fidel Castro: Biografia a duas vozes (Boitempo Editorial).
Se você, por qualquer circunstância, desaparecesse, Raúl seria seu substituto indiscutível? Se amanhã me acontece alguma coisa, com toda a certeza a Assembléia Nacional se reúne e o elege, não resta a menor dúvida. O Escritório Político se reúne e o elege. Mas ele já tem quase a minha idade, está me alcançando, é um problema de geração. Temos sorte de os que fizeram a Revolução já terem formado três gerações. Também não se pode esquecer dos que nos precederam, os antigos militantes e dirigentes do Partido Socialista Popular, que era o partido marxista-leninista, e conosco veio uma nova geração. E depois, a que vem atrás de nós, e imediatamente depois, as da campanha de alfabetização, da luta contra bandidos, contra o bloqueio, contra o terrorismo, da luta em Girón, dos que viveram a Crise de Outubro, as missões internacionalistas… Muita gente com muitos méritos. E muita gente na ciência, na técnica, heróis de trabalho, intelectuais, professores. Essa é outra geração. Somem-se os que agora são da Juventude e universitários e assistentes sociais, com quem temos as relações mais estreitas. Sempre houve relações estreitas com os jovens e os estudantes. |