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19 de fevereiro de 2008
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Fidel Castro: Biografia a duas vozes
 
[continuação]

Eu analiso quando avançamos e quando houve retrocesso, quando caímos na rotina, e quando caímos no plágio. Algumas poucas qualidades, como o costume de não plagiar, de confiar no próprio país, de combater o chauvinismo… Não existe um país melhor que outro, não existe um povo melhor que outro, todos têm suas características nacionais, culturais. Você pode ver na América Latina, somos um conjunto de povos que falamos o mesmo idioma, temos quase, quase a mesma cultura, a mesma religião, a mesma idiossincrasia, temos a mesma miscigenação.

A gente vê que na Europa estão se reunindo os finlandeses, os húngaros e pessoas que falam uns idiomas impossíveis, os alemães, os italianos e todos os outros, um continente que passou cinco séculos em guerra… Pois bem, podemos felicitá-los, apesar de meus critérios críticos, pelo nível de unidade que alcançaram. E digo que vão beneficiar todo o mundo se tiverem êxito. Agora, é preciso ver como vão obter isso, porque os problemas, nessa era de globalização neoliberal, são muito complicados, e você sabe muito bem.

Eu lhe agradeço o interesse. Seu interesse me estimulou muito, porque também li muitos dos seus artigos, seus livros nos têm sido úteis, e o que desejamos é que continue escrevendo livros para nos beneficiar, pois ainda temos muito que conhecer e muito que aprender. Você tem nos ajudado a formar uma cultura geral integral. Porque como se pode viver neste mundo sem essa cultura geral integral? Sem isso o mundo não se salva.

Eu espero também que muitas das coisas que estamos fazendo sejam experiências que se multipliquem. Não desejamos a paternidade nem a patente; ao contrário, ficamos orgulhosos quando alguém faz alguma coisa que possa ser útil inspirado no que se faz aqui.

Trabalhamos muitas horas, para mim foi muito prazeroso, e dentro de alguns minutos vamos nos separar.
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