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Publicações Walery, Paris |
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| Mata Hari |
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Mata Hari, dançarina executada pela França por ser considerada espiã alemã durante a Primeira Guerra Mundial, foi vítima de um erro judiciário, afirma o bisneto do magistrado francês que a condenou à morte.
O historiador Philippe Collas garante que Margareth Gertrude Zelle, que se tornou celebridade com o nome artístico de Mata Hari, foi manipulada pelas autoridades francesas, de acordo com o jornal britânico The Times.
Com base em documentos particulares de seu bisavô, Collas diz que seu ascendente, Pierre Bouchardon, havia descoberto que era enganado pela mulher - ela possuía um amante -, revelação que gerou nele forte hostilidade em relação às mulheres, especialmente àquelas que considerava levianas.
Mata Hari, que nunca fez questão de manter em segredo seus diversos casos amorosos, tornou-se objeto do ressentimento de Bouchardon. "E agora chegamos ao verdadeiro motivo (por trás do veredicto)", afirma Collas. "Mata-Hari é culpada porque era imoral. Uma mulher liberada, um símbolo sexual, uma mulher livre", completa.
De acordo com Collas, o capitão Georges Ladoux, oficial da inteligência francesa, escondeu várias evidências do juiz. O capitão não informou, por exemplo, que, embora a dançarina tenha concordado em ser espiã a serviço da Alemanha no início da guerra, ela mudou de lado em 1917, e passou informações aos franceses. Os argumento dos advogados de Mata-Hari não foram levados em consideração pelo juiz, segungo Collas. |