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27 de outubro de 2009
Minissérie investiga o fim dos maias
Produção do History Channel coloca à prova as hipóteses sobre o colapso de uma das mais sofisticadas civilizações pré-colombianas
por Bruno Fiuza
The History Channel/Divulgação
O arqueólogo Danilo Drakic visita a antiga cidade maia de Uxmal, no sul do México
O canal a cabo The History Channel começa a exibir nesta terça-feira, 27 de outubro, a minissérie Exploração maia, na qual o arqueólogo mexicano Danilo Drakic percorre as antigas cidades desse povo pré-colombiano para tentar desvendar o mistério de seu desaparecimento. Os maias foram uma das culturas mais avançadas da América e construíram uma brilhante civilização entre os séculos IV e IX, até que suas cidades-Estado entraram em colapso a partir do século X.

Os motivos do declínio da civilização maia são até hoje um dos grandes enigmas da história. Para tentar desvendá-lo, Drakic explora os vestígios deixados pelos maias para colocar à prova as quatro principais hipóteses que tentam explicar esse colapso. Para alguns, o povo maia teria perecido em virtude do esgotamento de recursos naturais, por causa da superexploração. Outros defendem que as diferentes cidades-Estado teriam se aniquilado mutuamente, em um ciclo prolongado de guerras. Certos pesquisadores sugerem que os maias teriam sido vítimas de fomes e epidemias. E há os que explicam seu desaparecimento pela extinção do comércio entre as cidades.

Ao longo de quatro episódios, Danilo Drakic não só visita as grandes cidades construídas pelos maias no auge de sua civilização, como conversa com pesquisadores e moradores locais para tentar reconstituir algumas das práticas e tradições desse povo. Esse é justamente um dos grandes méritos da série, pois trata a cultura maia como algo que permanece vivo entre a população indígena do sul do México e da Guatemala, formada em grande parte por descendentes diretos dos maias clássicos. Essa abordagem permite ao arqueólogo acompanhar, em pleno século XXI, rituais e práticas que os maias ancestrais provavelmente realizavam há mais de mil anos.

Outro ponto forte da série é o fato de ser uma coprodução com o respeitado Instituto Nacional de Antropologia e História do México, instituição responsável pelo complexo de museus e centros de pesquisas encarregados de preservar a memória dos povos pré-colombianos no país. Cada episódio será dedicado a um dos aspectos da civilização maia. O primeiro trata das construções e da astronomia; o segundo, das guerras e rituais; o terceiro, da agricultura, pesca, alimentação e medicina; e o quarto, do comércio e da navegação. Os episódios vão ao ar às terças-feiras, sempre às 22h00.
Bruno Fiuza É editor-assistente da revista História Viva.
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