Com seus sobrados, bares, restaurantes e lojas descoladas, o boêmio bairro da Vila Madalena se tornou uma das grandes atrações de São Paulo nos últimos 20 anos. O problema é que o trânsito e os prédios comerciais e residenciais de alto padrão também se espalharam pela região, ameaçando descaracterizar um bairro inicialmente pacato e popular.
Por conta disso, moradores e donos de estabelecimentos resolveram pedir seu tombamento para preservar sua história e características. A campanha “Movimento pela Vila – Antes que a casa caia” foi lançada em janeiro e já ultrapassou mil assinaturas.
“A ‘aprazível’, ‘simpática’ e ‘descolada’ Vila Madalena vai sumir do mapa da cidade”, afirma Fernando Costa Neto, orador e sócio-proprietário de dois bares na Vila. Por enquanto nenhum pedido formal de tombamento foi apresentado à prefeitura. Quando isso acontecer, o Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental da Cidade de São Paulo (Conpresp) analisará o caso.
Se a proposta for aprovada, só o tipo de ocupação do bairro será preservado e, não necessariamente, os imóveis da área. Por isso, o movimento já trabalha com uma alternativa: um plano diretor, “que talvez seja um meio-termo para preservá-lo”, afirma Costa Neto.