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07 de julho de 2011
Na trilha de Antônio Conselheiro
Grupo de pesquisadores cria roteiro turístico que refaz os caminhos percorridos por rebeldes e tropas do exército durante a Guerra de Canudos
por Heloísa Broggiato
(C) Roberto Dantas
Sítios que integram o roteiro turístico: ruínas da igreja de Quermadas e praça da cidade de Monte Santo
Em 1893, um grupo de moradores do sertão da Bahia, cansado das duras condições de vida impostas pela seca e pelo desemprego crônico, se rebelou contra o governo federal e fundou uma comunidade autônoma no arraial de Canudos. Liderados pelo peregrino Antônio Conselheiro e movidos por um discurso milenarista, milhares de camponeses e ex-escravos desafiaram o poder da jovem República brasileira e acabaram exterminados pelas tropas do exército nacional em 1897.

Agora, mais de um século após o fim dessa guerra, um grupo de pesquisadores da Universidade do Estado da Bahia (Uneb) está identificando as trilhas e estradas por onde os seguidores de Antônio Conselheiro e as tropas do exército circularam no fim do século XIX para criar um roteiro turístico a partir desses itinerários.

Na primeira etapa do projeto “Canudos – Trilhas do conhecimento”, que é financiado pela Petrobras, um grupo multidisciplinar, coordenado por Roberto Dantas, do Departamento de Ciências Humanas da Uneb, procurou identificar esses caminhos antigos por meio de registros audiovisuais e fotográficos. A equipe de Dantas percorreu sítios, fazendas e diversas locais que foram palco de embates entre soldados do exército e conselheiristas. “Fizemos um reestudo crítico da bibliografia sobre Canudos, dos relatos dos comandantes do conflito e mapas antigos”, conta Dantas.
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Heloísa Broggiato é jornalista, tradutora, cientista política e mestre em política internacional e segurança pela Universidade de Bradford, na Inglaterra
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