| Deisi Scunderlick Eloy de Farias |
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Mergulhador da equipe de pesquisa da Universidade do sul de santa Catarina explora os destroços do navio espanhol que afundou perto de Florianópolis no século XVI
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Arqueólogos liderados pela professora Deisi Scunderlick Eloy de Farias, da Universidade do Sul de Santa Catarina (Unisul), finalmente estão estudando o que parece ser o naufrágio mais antigo da costa brasileira. Em 2005 foram encontrados no canal de acesso à baia sul da ilha de Santa Catarina os destroços de uma embarcação que teria afundado em 1583. No entanto, a espera por autorizações e condições climáticas favoráveis fez com que só em 2011 os pesquisadores começassem a retirar as peças do fundo do mar.
Evidências indicam que a embarcação fazia parte da frota de 23 navios comandada por Diego Flores de Vadés e Pedro Sarmiento de Gamboa. Eles saíram da Espanha em 1581 com a missão de construir fortalezas no estreito de Magalhães para conter o avanço de piratas ingleses na América. “Os artefatos recuperados apontam para essa expedição, mas apenas a continuidade das pesquisas confirmará essa hipótese”, afirma Deisi.
Entre os objetos resgatados estão uma pedra de marco triangular com a provável data de 1582 e o nome do então rei da Espanha, Felipe II, e uma peça com desenhos em alto-relevo de dois leões e dois castelos – as marcas do reino de Castela e Leão, berço da Espanha moderna.