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| O jornalista e historiador Timothy Ryback, que analisou a biblioteca do líder nazista no livro Hitler`s private library (no detalhe) |
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Quando o jornalista e historiador Timothy W. Ryback entrou na seção de Obras Raras da Biblioteca do Congresso, em Washington, e pediu para consultar a coleção pessoal de Adolf Hitler, sabia que teria acesso a menos de 10% dos volumes que o ditador nazista possuiu ao longo da vida. Mais conhecido por queimar livros, Hitler era, no entanto, um ávido leitor.
A coleção nunca foi repertoriada, mas como conta Ryback, em Hitler's private library, lançado nos Estados Unidos, o cálculo mais próximo é o do excorrespondente da United Press, Frederick Oechsner, que avaliou a coleção em 16 mil obras, nos anos 40.
Depois da guerra, essa biblioteca foi desmembrada. Cerca de 1.200 volumes estão hoje na Biblioteca do Congresso, e outros 80 foram conservados na Universidade Brown. Ryback se debruçou sobre essa importante coleção para sugerir pistas que expliquem como as leituras de Hitler forjaram sua personalidade.
A maior parte da coleção de Hitler (7 mil livros) era voltada a questões militares, como as campanhas de Napoleão e dos reis prussianos. Outros 1.500 volumes se referiam a arquitetura, teatro, pintura e escultura. Livros de ficção eram minoria, mas alguns clássicos, Robinson Crusoé e Don Quixote, estavam lá.
Ryback impressionou-se particularmente com os livros sobre ocultismo, religião e assuntos espirituais, que aparentemente interessavam a Hitler, sobretudo nos anos 20. Outro achado de Ryback: um tratado de 1931 sobre envenenamento por gás e ácidos – este, particularmente, cheio de anotações. |