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Alfredo da Rocha Vianna Filho (1897-1973), o Pixinguinha, foi o músico que deu títulos de nobreza ao choro, até então música popular. Flautista, arranjador, maestro, orquestrador e compositor, ele consolidou o gênero, definindo sua forma, melodia e harmonia. Suas composições, registradas em partituras – uma raridade na época – são até hoje uma referência para estudiosos da música.
Do acervo de manuscritos e documentos doados pela família do compositor ao Instituto Moreira Salles, no Rio de Janeiro, em 2000, saíram as 20 partituras que fazem parte do livro
Pixinguinha – Inéditas e redescobertas.
Além de nove inéditas, a obra traz 11 músicas editadas entre as décadas de 1940 e 1960, que estavam esgotadas há muitos anos.
As raridades foram pinçadas do acervo Pixinguinha, em fase de catalogação, e de outros, como o de Jacob do Bandolim. Segundo os organizadores do livro, as partituras inéditas refletem três períodos distintos da carreira do músico: o de juventude, com composições que remetem ao choro do século XIX; o da efervescência cultural do Rio de Janeiro nas primeiras décadas do século XX, com influências tanto da música nordestina como da americana; e os choros e valsas da maturidade. Todas pérolas raras.