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08 de outubro de 2007
Pombos: inimigos de Veneza
por Graziella Beting
© WH CHOW/DREAMSTIME
A praça São Marcos, no centro da cidade, é a mais prejudicada com a corrosão provocada pelos excrementos das aves
Não é só a elevação do nível do mar que coloca em risco o patrimônio artístico e histórico de Veneza. Além da ameaça de algum dia desaparecer sob as águas, a cidade italiana, que recebe 25 milhões de turistas por ano, está sofrendo outro processo de deterioração. Segundo denúncia feita pela Superintendência dos Bens Arquitetônicos da cidade, os pombos estão destruindo os monumentos de Veneza. Os excrementos das aves estão corroendo as estátuas e baixos-relevos das construções da Sereníssima e, pior, várias esculturas recém-restauradas já apresentam fissuras, resultado de bicadas e arranhões – sobretudo no nariz e ombros das estátuas,que as aves venezianas usam como poleiros.

A situação é especialmente grave na praça São Marcos, para desespero do responsável pela conservação da Basílica de São Marcos, o arquiteto Ettore Vio, que entrou com um pedido para que a cidade tome medidas urgentes para acabar com a presença de pombos no centro histórico. Para Vio, o primeiro passo é afastar da praça os vendedores de milho – que os turistas compram, por 1 euro, para alimentas as aves.
Graziella Beting é jornalista e tradutora
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