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Titanic a salvo de piratas

Destroços do navio naufragado em 1912 são classificados como patrimônio mundial subaquático pela Unesco

Graziella Beting
Pode-se dizer que os restos mortais daquele que era para ser o maior e mais luxuoso transatlântico do mundo podem agora descansar em paz. Ao se completarem 100 anos de naufrágio, os vestígios do Titanic ganharam um novo status: são agora classificados como patrimônio mundial subaquático pela Unesco, beneficiando-se de proteção especial.

O navio afundou em 1912, e seus vestígios só foram encontrados em 1985. O problema é que, por estar submerso a cerca de 4 mil metros de profundidade, em uma zona de águas internacionais – ou seja, sem jurisdição exclusiva de um país ou território –, o Titanic estava sujeito a pilhagens, destruição e ataque de caçadores de tesouros. Agora, os 41 Estados signatários do tratado da Unesco são obrigados a zelar pelos vestígios do transatlântico e por todos os objetos que ele contém.

A Unesco aproveitou a inclusão do Titanic para lembrar que ainda existem “milhares de outros naufrágios precisando de proteção”, como destacou Irina Bokova, diretora-geral da organização.