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Notícias |
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| 19 de maio de 2011 |
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| Uma joia desconhecida da cultura nacional |
| Encravado no centro do Rio de Janeiro, o Real Gabinete Português de Leitura, que completa 174 anos, foi um dos espaços pioneiros de circulação da literatura no país |
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Ricardo Bhering / Divulgação |
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| Fachada do edifício, construído de acordo com os cânones da chamada arquitetura manoelina |
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[continuação]
O modelo do Real Gabinete fez história no país: em pouco tempo, instituições do mesmo tipo começaram a se espalhar por várias outras cidades brasileiras. Essas bibliotecas privadas eram fundadas por membros da elite latifundiária, grupos de ativistas republicanos, maçons etc.
O caráter elitista da instituição começou a mudar somente em 1900, quando o Real Gabinete se tornou uma biblioteca pública. Desde então, ele acumulou não somente um rico acervo bibliográfico, mas também documentos e obras de arte.
Sua coleção ostenta relíquias como os manuscritos originais de Amor de perdição, de Castro Alves, livros que pertenceram à Companhia de Jesus e correspondências de personagens ilustres de nossa história, como o padre Antonio Vieira. A relação completa dessas obras está disponível no site do Real Gabinete.
por Pietro Henrique Delallibera |
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