Está lá para quem quiser ver. O governo lituano está colocando na internet seus arquivos relativos à KGB, a polícia política que atuou durante a ocupação soviética do país, do final da Segunda Guerra Mundial até 1991. Entre as informações reveladas, a que causou maior impacto foi a divulgação de uma lista de 238 cidadãos que atuaram na agência como colaboradores, informantes ou reservistas – ou seja, que deveriam estar disponíveis em caso de necessidade.
Segundo os organizadores do site www.kgbveikla.lt,mantido pelo Centro de Pesquisa do Genocídio e Resistência da Lituânia, já foram identificados mais de 1.600 ex-agentes da KGB, e a revelação de seus nomes começou pelas pessoas que ainda estão na ativa. Entre os citados há, por exemplo, pelo menos dois juízes e um ex-ministro.
O site traz todo o organograma da organização e detalha a biografia daqueles que exerciam cargos de chefia.
O objetivo do projeto é mostrar como a KGB funcionava de fato. Conforme os documentos vão sendo digitalizados, estão sendo incluídos no site relatórios de ações e investigações, ordens de prisão, informações sobre técnicas de interrogatório, táticas de infiltração e métodos de recrutamento de novos agentes.