 |
SUPERIOR ESQUERDA: THE BRITISH MUSEUM, LONDRES/ INFERIOR ESQUERDA: MITCHELL-HEDGES/DIVULGAÇÃO/ DIREITA: JAMES DI LORETO & DONALD HURLBURT/SMITHSONIAN INSTITUTION |
 |
| Três exemplos de caveiras de cristal, em sentido horário: a do Museu Britânico, a de Mitchell-Hedges e a do Smithsonian |
 |
[continuação]
Desde 1954, quando foram publicadas as memórias de Mithell-Hedges no livro Danger, my ally (Perigo, meu aliado), essa caveira de terceira geração adquiriu uma origem maia. Sua filha adotiva, Anna Mitchell-Hedges, que morreu no ano passado aos 100 anos de idade, tomou conta da caveira por 60 anos, às vezes exibindo a peça de maneira privada mediante o pagamento de uma taxa. A caveira atualmente está nas mãos do seu viúvo, mas dez sobrinhas e sobrinhos reivindicam a peça. Conhecida como a Caveira da Morte, a Caveira do Amor, ou simplesmente a Caveira de Mitchell-Hedges, dizem que ela emite luzes azuis dos olhos e já teria quebrado alguns discos rígidos de computador.
Apesar de quase todas as caveiras de cristal terem sido identificadas como astecas, toltecas, mistecas ou às vezes maias, elas não refletem as características artísticas ou estilísticas de nenhuma dessas culturas. As versões astecas e toltecas de cabeças da morte eram quase sempre esculpidas em basalto, apenas às vezes cobertas com estuque, e eram provavelmente todas pintadas. Esculpidas de maneira mais crua que as caveiras de cristal, elas são mais realistas, principalmente na representação dos dentes. Os mistecas às vezes fabricavam caveiras de ouro, mas essas representações são descritas mais precisamente como rostos em forma de caveira com olhos, nariz e orelhas intactos. Os maias esculpiam caveiras, mas em relevo em pedra calcária. Muitas vezes, essas caveiras, esculpidas de perfil, representam dias do calendário maia. |