Reportagem
  
edição 60 - Outubro 2008
Crime político à americana
O assassinato de Lincoln por um radical racista foi uma vingança pela derrota dos escravocratas do Sul na Guerra Civil americana
por José Chrispiniano
BIBLIOTECA DO CONGRESSO, WASHINGTON
À esquerda, Abraham Lincoln, o presidente que liderou a União contra os estados confederados do sul dos Estados Unidos, que defendiam a escravidão. À direita, seu assassino, John Wilkes Booth, um ator que se opunha à abolição e aos direitos políticos para os negros
Comparada com a segurança atual em torno do presidente dos Estados Unidos, o que impressiona na morte de Abraham Lincoln foi a facilidade encontrada pelo seu assassino naquela sexta-feira, 14 de abril de 1865.

John Wilkes Booth não teve qualquer dificuldade em alcançar o presidente no Teatro Ford, mesmo sendo público seu apoio aos confederados e o seu ódio pelo presidente.

Em 11 de abril, após assistir um discurso onde Lincoln defendeu o direito de voto aos ex-escravos, escreveu em seu diário: “Com nossa causa quase perdida, algo decisivo e grandioso tem de ser feito”.
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José Chrispiniano É jornalista.
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