Reportagem
  
« 1 2 3 4 5 6 7 »
Cuba - Ilha da rebeldia
Os cubanos lutaram quatro séculos para se libertar do domínio espanhol. Desde os anos 50, desafiam os Estados Unidos, o que deu fama internacional ao pequeno e atrevido país
por Véronique Dumas
© JAMES BURTON
De novo ocupada: soldados americanos desembarcam no píer de Daiquiri, em 1898
[continuação]

A maior ilha das Antilhas, situada a 150 km da costa da Flórida, foi descoberta por Cristóvão Colombo já em sua primeira viagem, em 1492. O navegador tomou posse dela, em nome da Coroa espanhola. Mas a colonização só começou em 1511, com a chegada de Diego Velásquez de Cuellar, primeiro governador da ilha e fundador de Santiago de Cuba e de Havana.

O tempo correu, e os indígenas, dizimados por doenças e pelo trabalho forçado em lavouras, foram substituídos por mão-de-obra escrava africana, empregada nas plantações de cana-de-açúcar e tabaco e, depois, de café e cacau. Cuba, encruzilhada estratégica no imenso império colonial espanhol, também servia de escala e local de reunião dos navios de comércio vindos do continente americano, antes que partissem em comboio rumo à Espanha.

A ilha, rica e fértil, atraía a atenção dos britânicos, que tentaram uma incursão durante a Guerra dos Sete Anos. Em 1762, a Inglaterra chegou a ocupar Havana por nove meses.

Durante a primeira metade do século XIX, os movimentos revolucionários que agitavam os países da América Latina, sob influência de Simon Bolívar, não chegaram à ilha. A exemplo de Porto Rico, privado em 1837 de sua representação no Parlamento espanhol, Cuba estava então sob o domínio de um regime militar.
« 1 2 3 4 5 6 7 »
Véronique Dumas é doutora em história da arte contemporânea e escritora.
Veja aqui todas as reportagens publicadas neste site!