Reportagem
  
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Cuba - Ilha da rebeldia
Os cubanos lutaram quatro séculos para se libertar do domínio espanhol. Desde os anos 50, desafiam os Estados Unidos, o que deu fama internacional ao pequeno e atrevido país
por Véronique Dumas
[continuação]

Dependente dos Estados Unidos desde o início do século XX, Cuba se transformou em objeto de sucessivos ditadores, entre eles Gerardo Machado (que governou entre 1925 e1933), seguido de Fulgencio Batista.

Batista, próximo da esfera do poder cubano desde 1933, foi presidente de 1940 a 1944 e voltou em 1952, depois de um golpe de Estado. Em 1o de janeiro de 1959, ele foi derrubado pelos guerrilheiros do Movimento de 26 de julho (M-26-7), em referência ao primeiro golpe de Estado fracassado, em 26 de julho de 1953, contra o regime de Batista.

Oriundos da mata de Sierra Maestra, de onde promoveram por dez anos a guerrilha, os ativistas foram apoiados pelos Estados Unidos e pelos camponeses cubanos. E foram liderados por um rival de Batista de primeira hora: Fidel Castro.

Esse advogado, organizador da resistência ao ditador durante anos de exílio no México, contava entre seus seguidores com sobreviventes dos primeiros combates, como seu meio-irmão Raúl e seu principal lugar-tenente, Ernesto Che Guevara.

Uma vez vitorioso, Fidel se transformou em ministro, mas negou, na época, querer o poder total e instaurar um regime comunista. O suposto compromisso agradou aos americanos, e a revolução cubana entusiasmou a ilha e o mundo.

Os Estados Unidos receberam Fidel em abril. O líder teve uma acolhida triunfal, festejado pela imprensa ao lado do então vice-presidente Richard Nixon.
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Véronique Dumas é doutora em história da arte contemporânea e escritora.
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