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| Deng Xiaoping e Mao Tse-tung juntos em março de 1959. O ímpeto de Mão era contrabalançado pela paciência do secretário-geral do partido |
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[continuação]
Na capital soviética, o “Pequeno Timoneiro” converteu-se num militante comunista disposto a todas as missões. E estas não faltavam. De volta à China, teve seu primeiro encontro com Mao Tsé-tung no dia 7 de agosto de 1927. Em seguida, foi enviado a Xangai para ajudar os comunistas locais na disputa contra os militantes locais do Kuomintang, liderados por Chiang Kai-shek.
Atuando na clandestinidade, o jovem ativista adotou o nome de “Deng Xiaoping” (a Pequena Paz), mas foi com o nome de guerra de Deng Bin que organizou, por ordem expressa do partido, diversas insurreições rurais fracassadas: na região de Guangxi, perto da fronteira com a Indochina.
Após essas tentativas frustradas de insurreição, fi nalmente Deng incorporou-se à Longa Marcha (ver glossário) em 1935. Rompendo à força o cerco dos soldados de Chiang Kai-shek, os comunistas abandonaram as montanhas do sul do país e se deslocaram até Yenam, no norte, onde instalaram uma nova capital revolucionária. Ao longo da marcha, Mao Tsé-tung tornou-se o líder inconteste do comunismo chinês. Em janeiro de 1935, Deng Xiaoping foi promovido ao posto de secretário do Comitê Central na decisiva conferência de Zunyi, na qual Mao se impôs.
Em Yenam, Deng teria papel destacado na guerra contra os japoneses. Ao lado do “Dragão Caolho” Liu Bocheng, assumiu o comando do exército “Liu-Deng” contra as tropas do Kuomintang, e se tornou um curinga na nova República Popular da China proclamada por Mao, em Pequim, em outubro de 1949. |