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Reportagem |
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| edição 69 - Julho 2009 |
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| Ele fez o mundo tremer |
| No século XIII, Gêngis Khan fundou um império que mais tarde iria do mar Cáspio ao oceano Pacífico, a partir da Mongólia. Tanto poder e preparo contrastam com sua origem: o líder passou a infância em completo desalento |
| por Jean-Paul Roux |
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© AKG IMAGES/LATINSTOCK |
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| Raro retrato do conquistador que tomou para si e para seus filhos a Ásia e parte da EuropaRetrato de Gêngis Khan, pintura em seda, escola chinesa, c.1155 |
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Nas profundezas da Ásia da segunda metade do século XII, a Mongólia oriental era um país bonito, mas rude. O clima da região era especialmente favorável à formação de guerreiros saudáveis e resistentes. Esses homens eram extraordinários cavaleiros, e seus animais, inigualáveis. Além disso, o armamento dos guerreiros incluía arcos excepcionais.
O chamado “perigo amarelo” já era conhecido na Europa, como memória assombrosa do século V, quando os hunos, liderados por Átila, promoveram ataques e conquistas em vários países. Provavelmente, eles provinham de tribos nômades da Ásia central.
No século XII, porém, parecia remota a possibilidade de ataques de nômades do Oriente. Fazia muito tempo que eles estavam quietos. Os turcos uigures, que formaram o último império das estepes, haviam sido destruídos em 840 por outros turcos, os quirguizes do Ienissei. Os vitoriosos nada construíram e não tardaram a recuar para o vale de seu rio, em 924. |
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| Jean-Paul Roux é escritor e ex-professor de arte islâmica da École du Louvre. Dedicou boa parte de sua vida ao estudo do mundo muçulmano, com foco nos turcos e nos mongóis. |
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