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Reportagem |
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| edição 69 - Julho 2009 |
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| Miragem do Oriente |
| O Egito faraônico chegou ao fim com a conquista muçulmana. Na mente dos europeus, foi substituído por um Egito fantástico, distante da realidade histórica |
| por Claudine Le Tourneur d\\'Ison |
[continuação]
Para Lenoir, contudo, estava-se diante da “escrita sagrada dos egípcios, uma pintura misteriosa das revoluções celestes ou de diferentes aspectos de planetas aos quais se atribuía o poder de governar o mundo”. O arqueólogo considerava “essas figuras como emblemas, e não como frases articuladas em forma de discurso”.
No que diz respeito à arquitetura, a explicação de Lenoir para a grandiosidade dos monumentos religiosos era que “nada é demais para um povo poderoso, rico e supersticioso, que almejava a glória de dar à religião uma forma majestosa e erudita”. Para ele, por fim, as pirâmides não eram tumbas de reis, mas “monumentos erguidos em honra do Sol (...) pela nação reunida, e não em honra dos príncipes”.
Um renascimento egípcio evoluiu no rastro do Renascimento greco- romano. Obeliscos foram erguidos em Roma. O livro O sonho de Polifilo (1499), de Francesco Colonna, mostra o personagem sobre o dorso de um elefante. Objetos egípcios, pinturas hieroglíficas e múmias encheram os gabinetes de príncipes. Em certa medida, esse magnetismo pelo Egito provocou as campanhas de Napoleão Bonaparte.
ARTES Depois de ser associada a Moisés e à Bíblia, a história egípcia, durante o século XVIII, se afastou da história sagrada. Os livres-pensadores se interessaram então pela terra dos faraós de uma maneira mais prosaica e deram origem à egiptomania, incentivada pela descoberta em Pompeia do templo de Ísis, em 1764. |
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| Claudine Le Tourneur d\\'Ison é egiptóloga graduada pela Escola do Louvre, trabalha para a imprensa escrita e para a TV estatal francesa. Ela também é autora de livros como Une passion égyptienne (Uma paixão egípcia) (Plon), Mariette-Pacha (Plon) -ganhador do prêmio História da Academia Francesa - Lauer et Saqqara (Tallandier), L´Egypte et les pharaons (O Egito e os Faraós) (Tallandier), Je suis né en Egypte il y a 4700 ans (Eu nasci no Egito, há 4700 anos) (Albin Michel). |
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