 |
© HULTON-DEUTSCH COLLECTION/CORBIS – LATINSTOCK |
 |
| Participantes da Conferência do Cairo, encontro realizado em 1921 que definiu a política britânica para o Oriente Médio |
 |
[continuação]
Após a conquista restava decidir o que fazer com a Mesopotâmia, e os vários organismos britânicos envolvidos na operação se lançaram num debate que definiu três posições: de um lado, Maude e os militares, que desejavam manter a ordem; de outro, o India Office, que gostaria muito que o Iraque passasse para o controle do Raj; e, por fim, uma terceira linha defendida pelo Foreign Office, o War Office e o Arab Bureau, cuja estratégia consistia em criar um estado árabe no norte da Mesopotâmia, baseada no desejo da família dos hachemitas. Abdallah, segundo filho do xerife de Meca, subiria ao trono desse novo Estado, que seria batizado de Iraque, enquanto Faissal, o mais novo, ficaria com a Síria.
Essa divisão de poder entre as potências européias no Oriente Médio, porém, contrariava o acordo secreto assinado um ano antes pelo diplomata inglês sir Mark Sykes e seu colega francês, François Georges-Picot, que previa que a França, a Grã-Bretanha e, mais tarde, a Rússia iriam compartilhar a mesma Síria.
Em meio à complexa situação política da região, os britânicos precisavam decidir quem ficaria encarregado de administrar o Iraque. Inicialmente, o general Stanley Maude assumiu a responsabilidade, comprometendo-se a respeitar a autonomia iraquiana. Maude se engajou na construção da estrada de ferro Bagdá-Kut e adotou medidas sanitárias, que, ao menos para ele, não foram suficientes: em 14 de novembro de 1917, ao visitar uma escola israelita em Bagdá (a cidade contava então com uma das comunidades judaicas mais importantes do Oriente Médio), o major-general bebeu um copo de leite infectado e morreu de cólera quatro dias mais tarde. |