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Reportagem |
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| edição 45 - Julho 2007 |
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| Petra, sinfonia inacabada dos nabateus |
| Das mãos de um povo nômade surgiu uma das maravilhas da Antigüidade: uma cidade esculpida em arenito que resistiu à ação do tempo |
| por Jacek Rewerski |
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© istockphoto |
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| A Câmara do Tesouro, ou El-Khazneh, marca a primeira de muitas edificações suntuosas de Petra |
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Por 600 anos, uma cidade encravada no deserto da Jordânia foi considerada lenda, como Atlântida ou Tróia. Apesar de dezenas relatos ancestrais, que descreviam com precisão os monumentos grandiosos esculpidos em rocha, ninguém foi capaz de localizá-la até o início do século XIX.
Segundo essas mesmas narrações, Petra surgiu pelas mãos dos nabateus, que apareceram no Oriente Próximo por volta do século VI a.C., durante o Império Persa. Segundo os historiadores Estrabão e Diodoro da Sicília, os nabateus eram cerca de 10 mil beduínos que viviam do transporte de especiarias, incenso, mirra e plantas aromáticas. Eles levavam a carga da Arábia Feliz, atuais Iêmen e Omã, até o Mediterrâneo.
Esses nômades, “desejosos de preservar sua liberdade chamando de 'sua pátria' ao deserto, não plantavam trigo e não construíam casas”, como conta-nos Jeremias, no Velho Testamento, iriam surpreender a todos criando um império e esculpindo sua capital – Petra.
Os nabateus instalaram-se nas terras de Edon, a sudeste do mar Morto. Lá, dispunham de um entreposto “sobre uma rocha extremamente forte, que tinha uma só encosta”, segundo Diodoro. Tratava-se certamente do monte Umm el Biyara, em pleno centro do maciço de Petra. Ainda em nossos dias, o acesso ao seu cume é muito difícil. Com suas sete cisternas e as vertentes verticais, essa montanha é uma fortaleza inexpugnável. |
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| Jacek Rewerski é pesquisador e professor do Centro Nacional da França para a Pesquisa Científica |
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