Reportagem
edição 30 - Abril 2006
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Samurais, o fim de uma era
Em 1877, na tentativa de modernizar a sociedade japonesa, o exército imperial eliminou os samurais, pondo fim a uma época lendária.
por Eric Meulien
[continuação]

Ao raiar do dia 24 de setembro de 1877, os 30 mil soldados do príncipe Arisugawa cercaram os rebeldes no sopé do monte Shiroyama. Numa carga heróica, os últimos samurais pereceram de sabre nas mãos, na mais pura tradição do bushido. Entre eles Togo Sokuro, o irmão mais velho do futuro almirante vencedor dos russos em 1905.

O próprio Saigo foi ferido no quadril. Preferindo a morte à humilhação da captura, decidiu pôr fim aos seus dias de acordo com o rito seppuku. Seu lugar-tenente, Deppu Shinsuke, cortou a cabeça do último grande chefe samurai da história do Japão. Paradoxo: o sacrifício de Saigo Takamori conferiu à tradição samurai a força de uma lenda.
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Eric Meulien é conferencista da Fundação Japonesa de Toronto (Canadá) e estudou a história militar do Japão na universidade militar de Manassas, Virgínia.
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