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Reportagem |
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| edição 63 - Janeiro 2009 |
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| Sons da velha metrópole |
| É possível capturar na história um momento especial, no qual a salada de sons musicais em São Paulo já não pôde ser vista como falta de personalidade. Ao contrário, tornou-se a própria base da identidade paulistana |
| por José Geraldo Vinci de Moraes |
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REPRODUÇÃO |
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| Na charge assinada por Seth, a nova cena social dos anos 30: as reuniões familiares passaram a ocorrer em torno do rádio |
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[continuação]
As primeiras emissoras surgiram na cidade poucos anos antes dessa transformação. Havia a Sociedade Rádio Educadora Paulista (1923), a Rádio Club Paulista ou Rádio Club de São Paulo (1924), a Rádio Record (1928) e a Rádio Cruzeiro do Sul (1929). Apesar de pretenderem alcançar grande número de ouvintes, todas funcionavam ainda de forma semi-amadora, ocupavam-se de temas educativos e eram elitizadas.
Em meados dos anos 30, o quadro mudou. Mais tecnologia, organização administrativa e financeira e legislação favorável à rádio comercial propiciaram a diversificação da grade de programação das emissoras, a relativa profissionalização de técnicos e, principalmente, de artistas. Surgiram novas emissoras, como a Rádio Kosmos (1934), a Difusora (1934), a Excelsior (1934), a São Paulo (1934), a Cultura (1934) e a Tupi (1937).
Nesse ritmo de expansão, todas passaram a buscar músicos profissionais, pois organizaram conjuntos regionais, pequenas e grandes orquestras, contrataram regentes, maestros, arranjadores, instrumentistas e cantores. Assim surgiu um atraente mercado de profissionalização para os artistas populares e também para músicos com formação erudita, como os maestros Armando Belardi, Martinez Grau, Franco Schmidt, Gabriel Milori, Souza Lima e Luiz de Arruda Pais. Na década de 40, o rádio paulistano estava consolidado como estrutura técnica e comercial e como elemento determinante da vida cultural e musical da cidade. |
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 | José Geraldo Vinci de Moraes é professor de História na Universidade de São Paulo (USP). Autor de Sonoridades Paulistanas (Funarte - 1997); Metrópole em Sinfonia (Estação Liberdade - 2000) e Conversas com Historiadores Brasileiros (Ed. 34 - 2002) |
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