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MUSEU TOULOUSE - LAUTREC, ALBI |
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| O CARTAZ DE AVRILDescoberta por Lautrec em uma apresentacão no Moulin Rouge, Jane Avril foi lançada ao estrelato com seus retratos e tornou-se uma de suas musas preferidas. O artista causou impacto ao retratar a sensualidade dos movimentos da dançarina |
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[continuação]
Sua infância foi marcada por muitos cuidados, mas 30 de maio de 1878 seria um dia funesto: “Tropecei em um banquinho e quebrei a perna esquerda”, resumiu ele. Suas cartas, desde então, tornaram-se irônicas. Ele as assinava como “Henri-pata-quebrada” ou “Teu primo gracioso”. A condessa Adèle passou a peregrinar com o filho por diversas termas: Amélie-les-Bains, Lamalou, Barèges. Mas nenhuma terapia daria resultado.
A paleta foi a sua compensação. “Eu pinto e desenho o máximo que posso, até minha mão cair fatigada”, confessou certa vez. Em 1881, o jovem Henri produziu instantâneos de uma viagem a Nice em seus Cahiers de zigzags, dedicados à prima, Madeleine Tapié de Céleyran. No mesmo período, ele ilustrou Cocotte, conto manuscrito de um amigo que conheceu em Barèges, Etienne Devismes, e formulou os princípios que sempre se esforçou em aplicar: “É impossível não ver as rugas; eu quero inclusive acrescentar pêlos, desenhá-los maiores do que o natural e aplicar-lhes uma ponta reluzente. Quando meu lápis se põe em movimento, eu o deixo correr ou tudo se acaba”.
Mais tarde, retornou a Paris, onde retomou o contato com um amigo de seu pai, o surdo-mudo René Princeteau. Pintor de animais de Bordeaux, ele o acolheu debaixo de sua asa, e o apresentou a John-Lewis Brown e Jean Louis Forain, com quem Lautrec aperfeiçoou sua educação artística. Conheceu também o pintor acadêmico Léon Bonnat, que, ao abrir-lhe completamente as portas de seu ateliê, não foi exatamente sensível: “Sua pintura não é ruim, é elegante, mas seu desenho é atroz!”. A relação entre esses dois homens não foi das mais calorosas. A tal ponto que, em 1094, então presidente da Comissão dos Museus, Bonnat opôs um veto categórico à aquisição do Retrato de M. Delaporte para o Museu de Luxemburgo.
Quando o mestre fechou seu estúdio, Toulouse-Lautrec aceitou um cavalete no ateliê de Fernand Cormon, depois de muito hesitar. Ainda que esta passagem tivesse lhe aberto os olhos para as técnicas da arte oficial, ele preferia correr entre exposições e salões para admirar o trabalho dos impressionistas e as obras de Edgar Degas, que influenciou imensamente sua pintura. “Vê-se que você é da escola, Toulouse-Latrec”, diria o ídolo ao aprendiz em sua primeira exposição individual, organizada por Joyant. Apesar da referência, ele dizia não pertencer a nenhuma escola: optou pela modernidade. A arte em movimento era seu credo. A ironia, sua força. |