 |
MUSEU TOULOUSE - LAUTREC, ALBI |
 |
| Louise Weber, prostituta de 16 anos, foi a inspiração de O salão da rua Moulins |
 |
[continuação]
Porém, enfraquecido por sua enfermidade, corroído pelo absinto e pela sífilis, ele caminhou para a decrepitude física e mental. Foi visto a perambular sob um guarda-chuva azul, com um cachorro de cerâmica debaixo do braço. E, em 1898, enquanto o príncipe de Gales, futuro Eduardo VII, honrou com sua presença a vernissage retrospectiva que Joyant tinha organizado na Goupil Gallery de Londres, Lautrec dormia num sofá. Os problemas e as crises de alcoolismo se intensificaram. Finalmente, em 17 de março de 1899, Henri de Toulouse-Lautrec foi internado em Neuilly, numa clínica dirigida pelo doutor Sémélaigne. Durante esse período de isolamento, o doente enviou uma mensagem desoladora ao conde Alphonse: “Papai, você tem a oportunidade de agir como um homem honesto. Se eu permanecer trancado, morrerei”.
Com a liberdade reconquistada, Lautrec retomou seu cavalete e trabalhou o máximo que pôde. Depois, voltou a morar com a condessa Adèle em Malromé, onde morreu em conseqüência de um derrame, em 9 de setembro de 1901. Algumas horas antes, enquanto o conde Alphonse tentava, inutilmente, espantar as moscas do rosto do filho, Henri lhe sussurrou: “Você será sempre estúpido assim!”. E, em um suspiro: “Mamãe... você! Apenas você!”. Depois da morte do filho, o conde Alphonse fez de Joyant o herdeiro da obra de Henri. “Não se trata de generosidade transferir todos os meus direitos paternais. A amizade fraternal entre vocês substituiu minha influência frouxa, e seria justo que você ficasse com os direitos”, disse ele, em reconhecimento. De fato, graças à tenacidade do amigo fiel, em 30 de junho de 1922, foi inaugurado o Museu Toulouse-Lautrec, em Albi. |