Reportagem
  
edição 44 - Junho 2007
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Toulouse-Lautrec o artista dos cabarés
O pintor que renegou o passado aristocrático de seus ancestrais e passou a vida retratando as dançarinas de Paris
por Pascal Marchetti - Leca
DANÇARINAS, MULHERES SEDUTORAS E ALEGRES
Foi no Mirliton que Henri de Toulouse-Lautrec se aproximou de sua primeira musa. Na verdade, ele já tinha cruzado com ela na rua, mas não encontrou coragem para abordá-la. “Ela é belíssima! Se eu pudesse tê-la como modelo, seria maravilhoso!”, confessou ao amigo Henri Ranchou. Carmen Gaudin, chamada Rosa la Rouge, rapidamente tornou-se sua modelo favorita. Era uma trabalhadora dócil e sifilítica.

Mas logo o artista se encantou com uma antiga amazona do circo Molière, Marie-Clémentine Valade, que convalescia depois de um acidente. Ela adotou o nome de Suzanne Valadon e durante dois anos viveu com Lautrec uma relação tumultuada. O artista se desiludiu no dia em que descobriu que sua amada simulara o suicídio para obrigá-lo a casar.

Descrente do amor, se apaixonou por uma beldade, Louise Weber, mais conhecida como La Goulue. Famosa por seu apetite e propósitos licenciosos, ela tornou-se uma das vedetes do Moulin Rouge, onde executava uma dança endiabrada. Certa feita, com um pontapé malicioso, tocou o chapéu do príncipe de Gales e lhe ordenou: “Gales, você paga a champanha!”.

Mas a afeição que unia o “inválido genial” a Jane Avril é outra história. Sob uma fachada austera, ela escondia um temperamento explosivo. Internada por problemas psicológicos, a paciente de Charcot conheceu “a iluminação da dança”, que segunda ela, a curou.
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Pascal Marchetti - Leca É professor da Universidade da Córsega
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