|
Quanto menor a faixa de renda, maior a proporção destinada à seguridade social
11h22
SÃO PAULO - Quanto menor a faixa de renda, maior é a proporção destinada ao financiamento da seguridade social. A diferença é de 8,31 pontos percentuais, sendo que os mais pobres destinam 9,4% de seus ganhos, contra 1,09% dos mais ricos.
Isso porque a base de contribuição é formada por taxações que são repassadas aos consumidores, como a CSLL (Contribuição Social sobre o Lucro Líquido) e a Cofins (Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social).
Os dados fazem parte da dissertação de mestrado do economista e professor da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, Erito Marques de Souza Filho, na Escola Nacional de Ciências Estatísticas, ligada ao IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
Alimentação
Mesmo com os ganhos salariais dos últimos anos, o maior peso do custeio da seguridade social sobre a baixa renda se manteve, visto que esta aumentou o consumo e, consequentemente, sua contribuição indireta para a seguridade.
Segundo o economista, os valores cobrados das empresas são repassados e estão embutidos nos preços finais das mercadorias, como nos produtos da cesta básica de alimentos.
"Constatamos que as despesas com alimentação correspondem a 37% para os indivíduos pertencentes ao primeiro décimo da distribuição de renda domiciliar per capita e de 33% para um indivíduo pertencente ao segundo décimo. Além disso, a contribuição indireta de um domicílio pobre corresponde a cerca de 20% do valor de uma cesta básica", disse, conforme publicado pela Agência Brasil.
|
|
|
|
|