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Portabilidade e poupança incentivam competitividade em planos de previdência
11h53
SÃO PAULO - A portabilidade e a ameaça de outras modalidades de investimento, como a poupança, têm forçado os bancos a oferecerem condições cada vez melhores em seus planos de previdência, segundo disse o consultor da Mercer, Geraldo Magela.
Em busca de fidelização, os bancos têm oferecido pacotes de serviço e, nele, incluem planos de previdência complementar, produto que, por ser de longo prazo, gera interesse por parte das instituições financeiras. "A tendência natural é de as entidades estarem se preparando mais, colocando saldos/números pela internet, apesar de a previdência não ser algo de acompanhamento diário", completou.
A busca pela fidelização por parte dos bancos é acompanhada por um movimento de maior educação financeira por parte dos investidores. "Quanto mais se informa, mais [o investidor] compara custo com aquilo que poderia ter", explicou Magela. De acordo com ele, principalmente os mais jovens estão mais educados financeiramente.
E essa informação, segundo disse Magela, é o que determina a portabilidade, que tem forçado os bancos a oferecem condições cada vez mais atrativas. A percepção do consultor é de que quem tem mais dinheiro tende a estar mais atento à situação do mercado e, por isso, porta mais. "E quem tem mais dinheiro? Quem tem nível de renda mais alto ou, mesmo com renda mais baixa, tem mais tempo de acumulação de recursos".
Ameaça da poupança
De acordo com Magela, não é só a portabilidade que tem incentivado a competitividade no mercado de previdência privada no Brasil, mas outras modalidades de investimento. "Com a poupança, a previdência vai ter de se readequar", ponderou o consultor. Com a queda da Selic, muitos fundos de previdência com recursos em renda fixa passaram a ficar com o rendimento próximo do da poupança.
"Quando olha para a poupança, que tem rentabilidade de TR [taxa referencial] mais 6% ao ano, a rentabilidade dos fundos é parecida. Então, a rentabilidade da poupança pode ameaçar alguns fundos de previdência".
Mas isso acontece com aquele indivíduo que adquire o plano de previdência direto da agência e não com aquele que tem plano empresarial, para o qual a empresa também contribui e, por isso, fica difícil realizar mudanças. Em relação ao PGBL (Plano Gerador de Benefício Livre), ele disse que também é difícil haver migração para outros investimentos, já que há incentivo fiscal (deduz do Imposto de Renda).
No caso do VGBL (Vida Gerador de Benefício Livre), apesar de haver tributação sobre rendimento, ele acredita que não aconteça migração. "Talvez no caso da renda fixa, com custos mais caros, tenha perda para a poupança. Agora, os mais baratos são mais competitivos. A renda variável vai migrar para a poupança? Só se quiser segurança, mas isso ele pode buscar em um VGBL", explicou. |
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