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Latino-americanos são os que menos acreditam em saída da crise em 12 meses
08h00
SÃO PAULO - A população da América Latina é a que menos acredita que os países integrantes sairão da recessão econômica nos próximos 12 meses. De acordo com estudo da Nielsen divulgado na última sexta-feira (3), o percentual de pessimistas na região é de 58%.
O número é 6 pontos percentuais maior do que a média global, de 52%. Os moradores da Europa Ocidental ficaram em segundo lugar entre os menos esperançosos, com índice de 55%, seguidos pela Europa Oriental (54%), América do Norte (53%) e Ásia/Pacífico (47%).
Os habitantes dos países do Oriente Médio, África e Paquistão são os mais otimistas do globo, já que 40% não acreditam que seu país sairá da recessão econômica no período de um ano, contra 35% que têm opinião contrária.
Na América Latina, o percentual dos que acreditam na melhora da situação é de 23%, sendo que o restante dos entrevistados (19%) não soube responder à questão.
Brasil
O Brasil é o segundo país mais pessimista entre os povos latino-americanos. Segundo o levantamento, cerca de 65% dos brasileiros não acreditam que o País sairá da recessão econômica nos próximos 12 meses, ficando atrás somente dos venezuelanos, cujo percentual é de 69%.
Em seguida, estão os colombianos (61%), os argentinos (58%), os mexicanos (48%) e os chilenos (41%).
Na América Latina, a Argentina é o país mais otimista, com 33% da população acreditando na saída da recessão no período citado. No Brasil, por sua vez, este número é bem mais baixo: 17%. Outros 18% não souberam responder.
Recessão
No geral, 77% dos entrevistados acreditam que o país onde moram está passando por uma recessão econômica neste momento. A América do Norte é o local onde a maior parte das pessoas tem tal pensamento (95%). Em segundo lugar, está a Europa Oriental (92%). Logo depois, aparecem a Europa Ocidental (90%), a América Latina (79%), o Oriente Médio, África e Paquistão (76%) e, por fim, a região da Ásia/Pacífico (61%).
Entre os países latino-americanos, o México é o local onde a maior parte das pessoas sente que o país está em crise (86%). Em seguida, estão Argentina (84%), Brasil e Colômbia (77% cada), Venezuela (76%) e Chile (65%).
A Nielsen ouviu 25.140 consumidores de 50 mercados ao redor do mundo, entre os dias 19 de março e 2 de abril deste ano. |
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