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Em épocas de incertezas, milionários voltam a investir dentro do próprio país
15h08

SÃO PAULO - Em meio à turbulência nos mercados mundiais, e buscando relativa segurança, os detentores de grandes fortunas passaram alocar seus investimentos em aplicações em seus próprios países.

A América Latina, segundo estudo publicado pelo banco de investimentos norte-americano Merrill Lynch, em conjunto com a consultoria Capgemini, foi a região onde as alocações "close to home" mais cresceram entre 2006, considerado um período pré-crise, e 2008. Segundo o levantamento, as alocações na região, por investidores locais, passaram de 20% em 2006 para 45% dois anos depois.

De acordo com a publicação, as oportunidades da região, junto com incentivos fiscais e altas taxas de juros, incentivaram os milionários locais a repatriarem seus investimentos offshore.

Pelo mundo
Em 2008, os ativos dos latino-americanos estavam alocados em todo o mundo. Mesmo com a repatriação de alguns investimentos, fazendo com que a maior parte estivesse aplicada domesticamente, ainda havia uma boa parte no exterior, como mostra a tabela abaixo:

Região Percentual de alocação
África e Oriente Médio 1%
América Latina 45%
Ásia-Pacífico 7%
Europa 15%
América do Norte 32%


No mesmo sentido de repatriação de investimentos, na América do Norte, os investimentos domésticos passaram de 73% em 2006 para 81% em 2008; na região Ásia-Pacífico, o crescimento foi de 50% para 68%, enquanto na Europa as alocações domésticas passaram de 52% para 65% no mesmo período.

Onde investem os milionários?
Segundo o relatório, a crise levou a uma mudança na alocação dos "investimentos da paixão". Enquanto alguns itens subiram na participação, outros caíram na preferência dos milionários, como mostra a tabela abaixo:

2006 2008
Viagens, roupas e títulos de clubes 16% 7%
Esportes* 6% 7%
Vinhos, moedas 14% 12%
Joias 19% 22%
Coleções de arte 20% 25%
Carros, iates, jatinhos 26% 27%
*Esportes incluem corridas de cavalo, equipes esportivas etc
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