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Sem migração de fundos, governo ganha tempo para fazer alteração na poupança
16h03
SÃO PAULO - Sem a esperada migração dos fundos de investimento de renda fixa para a poupança, o governo ganha tempo para mexer nas cadernetas, segundo afirmou, nesta segunda-feira (6), o professor de Mercado Financeiro da Trevisan Escola de Negócios, Alcides Leite.
"O governo vai ter necessariamente de mexer na poupança, não há outra saída. Agora, quanto ele puder postergar, ele vai fazer, talvez até deixando para o próprio governo, por questão eleitoral", explicou o professor.
De acordo com ele, diante desse cenário, a recomendação ao investidor é de que ele fique na aplicação que está, seja ela poupança ou fundo de investimento, já que ambos estão com rendimentos parecidos e têm segurança total.
Migração
Leite afirmou que a migração dos fundos de renda fixa para a poupança não está acontecendo porque os aplicadores estão esperando uma definição clara do que vai acontecer com a poupança.
Além disso, os bancos estão começando a negociar taxas de administração, o que permite que os fundos rendam mais do que a poupança em determinadas situações.
"Durante esse semestre, as coisas ainda vão permanecer dessa forma, porque está havendo, aos poucos, a redução dos custos impostos pelos bancos para os fundos de renda fixa e, por outro lado, não há definição clara do que vai acontecer com a poupança. Sendo assim, os aplicadores estão praticamente mantendo suas aplicações", disse. |
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